segunda-feira, 1 de junho de 2015

Capítulo 44



Rafael Nadal e Novak Djokovic se enfrentarão pela 44ª vez nas quartas de final de Roland Garros. Tal confronto tão precoce só se tornou possível devido ao ano abaixo da média do espanhol, que despencou no ranking e iniciou o Slam francês como cabeça número 6. O sérvio é claramente favorito pelo que vem fazendo até aqui, apenas 2 derrotas em todo o ano, com títulos na Austrália, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Roma. Já o espanhol venceu apenas o ATP 250 de Buenos Aires.

Chegou a hora da verdade para o líder do ranking. Após bater na trave  e ficar com o vice em 2012 e no ano passado, Nole tentará dar o próximo passo rumo ao Career Slam e se igualar ao próprio Nadal, Federer, Agassi e Laver, os outros que conseguiram o feito de vencer os 4 Majors do circuito. O líder do ranking pode também chegar ao seu 9º Slam e ultrapassar Andre Agassi. Já Nadal tentará chegar a semi rumo ao seu 10º título em Paris, o que seria um recorde absoluto e aparentemente inalcançável. O retrospecto do “Touro” é de incríveis 70-1 na capital francesa.

O tenista de Belgrado terá que controlar seus nervos se quiser triunfar dessa vez, pois em 2012 e no ano passado sucumbiu no aspecto mental, tendo inclusive cometido dupla falta no match point em ambos os anos e culpado a torcida. No último ano, até largou na frente, mas Nadal se superou e conseguiu uma virada improvável. Se manter a regularidade que vem mostrando durante todo o ano poderá dar um presente de grego ao adversário, que comemora 29 anos nesta quarta-feira.

O atual campeão terá que buscar seu melhor tênis, como o próprio admitiu após a vitória sobre Jack Sock em 4 sets. Hoje, ele foi levando o jogo, e no momento de fechar, bobeou e acabou cedendo o set, só fechando após mais de 2 horas e meia de partida. Neste ano, está com o 1º serviço abaixo da média e baixo aproveitamento nos break points. Hoje, converteu apenas 8 de 20.

O retrospecto mostra 23 x 20 para Nadal, com Djokovic tendo vencido 5 das últimas 6, 2 delas no saibro. Nesta superfície, o retrospecto é de 14 x 5 para o espanhol.  

Podemos esperar aquele confronto emocionante de sempre, de dois grandes competidores com longas trocas e decidido no detalhe. Será a vez do número 1 do mundo ou o Rei do Saibro ainda não perdeu a majestade? Aguardemos...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Crítica "Vingadores - Era de Ultron"



Três anos depois do “maior filme de super-herói de todos os tempos”, como diz a própria sinopse do longa, Vingadores Era de Ultron chega aos cinemas para fechar com chave de ouro a Fase 2 da Marvel. O universo cinematográfico da Marvel que começou em 2008 com “Homem de Ferro” segue em passos firmes rumo ao gran finale que será mostrado em Guerra Infinita, previsto para sair em 2018.

Todo o elenco do original está de volta, inclusive o diretor Joss Whedon, que também escreve o roteiro. Na trama, quando Tony Stark tenta criar um programa de inteligência artificial de paz mundial, algo dá errado e os Vingadores terão de vivenciar uma aventura global para enfrentar o vilão Ultron. Mudanças a parte em relação as HQ, o roteiro de Whedon está mais maduro, mas ainda conta com as piadas, algumas ainda desnecessárias. O primeiro ato do filme parece um pouco apressado, pois de imediato já somos lançados a ação em Sokovia, sem nem ao menos uma explicação de como descobriram o último refúgio da HIDRA. O surgimento do Ultron, vivido através de captura de movimento brilhantemente por James Spader, é muito rápido, de uma forma superficial que dá uma sensação que poderia ser melhor explorada.

As caras novas, os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff, aqui chamados de Aprimorados, pois o termo “mutante” pertence a Fox, estão bem caracterizados e têm as cenas de maior impacto do longa. Também podemos perceber que a semente da Guerra Civil foi plantada, e enfim temos uma explicação mais detalhada sobre as Joias do Infinito que está presente no Universo Marvel desde Capitão América – O primeiro vingador.

Do meio em diante, Whedon acerta a mão no roteiro, e com cenas de ação emblemática, explora o psicológico dos personagens através dos poderes da Feiticeira Escarlate, revelando seus maiores temores. Ultron é bastante ameaçador, mas também incorpora o bom humor oriundo do seu criador Tony Stark, que inclusive desdém das comparações com este.

O Hulk, vivido por Mark Ruffalo, é novamente bastante humanizado na trama, e seu breve romance com a Viúva no geral não acaba convencendo muito. Interessante é o personagem Visão, vivido por Paul Bettany, um ser de coração puro capaz de um feito que nenhum dos outros Vingadores havia conseguido. Como o próprio diz, é alguém inocente, mas extremamente poderoso.

O Gavião e a Víúva Negra, os únicos Vingadores que não tiveram filme solo, tem uma participação bem maior neste filme e uma humanização necessária para maior identificação com os mesmos.

Com participações especiais, pontas soltas para o futuro, alguns deslizes no roteiro, momentos de tristeza,humor, Stan Lee e uma reciclagem no time de super-heróis, Era de Ultron chega para fechar a Fase 2 da Marvel nos cinemas e preparar terreno para a Guerra Civil que trará mudanças drásticas a Tony Stark e companhia. A Marvel segue firme e forte no seu caminho. A DC que corra atrás...

OBS.: Há apenas uma cena extra no meio dos créditos. A suposta cena do Homem-Aranha é falsa!

Nota : 9

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ressaca pós Wimbledon





Após conquistar o bicampeonato em Wimbledon num jogo dramático contra Roger Federer, o sérvio Novak Djokovic caiu precocemente nos Masters do US Open Series, os chamados torneios preparatórios pro Grand Slam americano. Foi facilmente derrotado por Tsonga em Toronto, que se sagraria campeão mais tarde, e deu adeus a Cincinnati após perder para o veterano espanhol Tommy Robredo, cujo retrospecto mostrava 6 x 1 para o líder do ranking, e cuja única derrota para o adversário havia acontecido no extinto carpete em 2005. Hoje as tradicionais devoluções não funcionaram, e assim não conseguiu imprimir seu ritmo.

 Situação semelhante viveu Andy Murray ano passado após se tornar o primeiro britânico a conquistar Wimbledon desde Fred Perry em 1936, parece que o fato de ter conquistado um torneio tão importante acaba tirando o foco do jogador durante os torneios preparatórios pro US Open. O escocês, aliás, fez sua última final até então ali mesmo em Londres. O tenista de Belgrado conquistou o título no All England Club pela segunda vez.

Ao sérvio resta lamentar também mais uma oportunidade perdida de conquistar o título em Cincinnati, visto que é o único Masters que ainda não conquistou na carreira, o que poderia fazer deste o pioneiro em conquistar todos os Masters da temporada, junto com o ATP Finals. Defendia final em Toronto e não sofrerá danos na pontuação pós Cincinnati por ter caído na mesma fase no ano passado. Por outro lado, perde a chance de se distanciar de Rafael Nadal, que lesionado, não defendeu o título em Ohio e no Canadá e perderá 2 mil pontos, ou até mais, se não jogar o US Open, onde também defende o título.
O último Grand Slam da temporada começa no próximo dia 25, e o atual campeão Nadal ainda é dúvida. Com isso, vejo chances maiores de Federer e Murray alcançarem as semifinais em Nova York, dependendo da chave, caso o espanhol realmente fique de fora.

O Masters 1000 de Cincinnati segue com os sempre favoritos Federer e Murray na luta pelo título.Se o suíço vencer hoje, enfrenta Murray nas quartas, e se nenhuma surpresa acontecer, um dos dois deverá estar na final. Ambos sofreram em seus jogos de estreia, visto que as condições de umidade e da quadra deixam o jogo mais rápido em relação a Toronto.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Homens e meninos

No mundo do esporte, sempre há sacrifício. Há também aqueles que vão além do bom senso, além dos seus limites, a ponto de criar um novo significado para a palavra esportista. E Rafael Nadal nos deu um exemplo extraordinário de competividade nesta final no Aberto da Austrália, ao ser derrotado jogando até o fim após uma lesão nas costas. Algo que um esportista comum teria desistido no ato. Mas Rafael Nadal não desiste. Ele luta, por respeito ao adversário, aos espectadores, contraria a lógica e até rouba set quando todos esperavam um abandono. Isso que diferencia os homens dos meninos. E só engrandece ainda mais o jogador.

Stanislas Wawrinka, que nada teve a ver com o ocorrido, levanta seu primeiro troféu de Slam. Derrotou o número 1 e 2 do ranking no mesmo torneio, algo que não se via desde 1993. Ainda, o suíço é o novo número 3 do mundo. De número 2 da Suíça, sempre coadjuvante, pra campeão de Slam. Grande momento vive o tenista de Lassane! Deverá ser um divisor de águas na sua carreira...

Para o número 1 do mundo, resta lamentar a oportunidade de igualar Sampras em títulos de Slam e completar o Career Slam pela segunda vez. Terá de correr atrás do prejuízo para se recuperar da lesão, pois na metade de fevereiro já terá o ATP de Buenos Aires pra jogar e na outra semana o Rio Open, e todos, inclusive eu, estão ansiosos para vê-lo de perto, e esperamos que esteja tudo bem com ele. Se a dor for mesmo lombar, em 15 dias deverá estar ok e de volta aos treinos.

Impressionante os recalques dos fãs do Federer que vejo por aí. Estão no céu por Nadal não ter vencido mais um Major e se aproximado mais do seu ídolo. O fato incontestável é que Roger Federer é freguês do espanhol e isso ninguém pode negar...

O monstro Nadal caiu de pé. É definitivamente um exemplo de superação, raça, e tudo que alguém poderia buscar pra se inspirar. Stan, exemplo de um cara que sempre batalhou muito para ir além do que conseguia, e o trabalho árduo deu resultados. Agora, é campeão de Slam e entra no top 3 do ranking.


O próximo grande torneio será o Masters de Indian Wells, em março. Mas neste mês de fevereiro teremos Copa Davis e muitos dos tenistas melhores ranqueados jogando a gira sulamericana de saibro. Até lá!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Guerra!


O maior da Paraíba passou 10 anos sem títulos. Esta “seca” não foi suficiente para os rivais sequer chegarem perto de ameaçar nossa supremacia no estado. Quem sabe num universo paralelo... E quando ele volta a conquistar um título estadual, um pouco mais tarde ele conquista junto um título nacional pra silenciar todos os invejosos e confirmar quem é o maior. Aí, todo um planejamento é feito para o próximo ano, a expectativa do torcedor em alta, contratações corretas foram feitas, e dá início o campeonato... Mal se passou a segunda rodada, já tivemos denúncia da CBF por escalação de jogador irregular e interdição do Almeidão por um suposto relatório enviado pela PM ao STJD.

Só que parece que as coisas não são bem assim. Pelo que entendi, alguém se passou por PM no intuito de apontar falcatruas sobre as condições do estádio e briga de torcida que nunca ocorreu. É de se lamentar que algo tão baixo, tão ridículo e desesperador vide o momento que passa o nosso clube e cause dor de cotovelo nos rivais seja tão grande a ponto de alguém extrapolar a barreira do bom senso tão profundamente e fazer um ato tão medíocre. O Botafogo Futebol Clube vem sendo perseguido por aí, e não é de hoje! Isto vem desde a série D, com supostos “árbitros” nos roubando a torto e direito. Foi assim em Caruaru, mas revertemos em casa. Foi assim em Salgueiro, e mesmo assim ganhamos o jogo. Fomos campeões da série D, contra tudo, contra todos! Como diz uma certa música, “Ninguém vai poder atrasar quem nasceu para vencer”. O título nacional foi nosso, merecidamente, ganhamos na bola!

Na estreia do Nordestão, tivemos um pênalti não marcado e uma expulsão ridícula de Frontini com o dedo da arbitragem. Ainda, há dois jogadores supostamente escalados de forma irregular, o que a diretoria está tratando de solucionar. Como se já não bastasse a arbitragem, a politicagem nos bastidores, ainda querem interditar o Almeidão e obrigar o Botafogo a jogar fora do nosso estado! O Almeidão, principal palco do estado, que passa por reformas, tem plenas condições de receber jogo no lado sol, mas alguma manobra de rival nos bastidores fez o STJD interditar o estádio de forma amadora, sem nem ao menos buscar informações concretas sobre o qua conteceu naquele jogo. A própria imprensa pernambucana noticiou que o incidente no jogo contra o Sport foi entre a PM e a torcida do time de Recife.

É hora da nossa diretoria soltar o verbo. Estes acontecimentos não são de hoje. O Botafogo FC tem que ser respeitado por todos, e não vai ser manobra nenhuma que vai nos impedir de conquistar nossos objetivos. Futebol se resolve dentro de campo, nas quatro linhas. Tem time aí que apela para liminar, e graças a sua fama de querer ganhar no grito acaba conseguindo. Criança mimada de tanto chorar consegue o que quer.

O momento conturbado nos bastidores refletiu no desempenho do time ontem. Não podemos culpar os jogadores, também são seres humanos, certamente ficaram abalados com a iminência de perdermos pontos no tribunal. O responsável pelo erro que seja identificado e punido. Não é algo admissível de acontecer.

O Ministério Público da Paraíba, através de Valberto Lira, já encaminhou um dossiê ao MP-SP alegando os podres da CBF de sempre prejudicar o time mais fraco nos julgamentos e medidas. Que a casa caia pra esta instituição imunda e corrupta!

Caso a irregularidade dos jogadores seja confirmada, bola pra frente. Temos Copa do Brasil, Paraibano, e o mais importante, a série C para jogar, buscar uma vaga na série B 2015. Tenho esperanças de que tudo ficará bem outra vez, e que o time esteja focado novamente.

E essa guerra do mais belo e glorioso da Paraíba contra estes xerifes de bastidores ainda vai dar muito o que falar. Mas não levaremos desaforo pra casa, lutaremos pelo que é nosso nem que precise entrar na Justiça Comum! À guerra!

Indomável


A expectativa para o 33º “Fedal” era alta. O suíço em grande forma, tinha vencido com autoridade Tsonga e Murray e parece em forma bem melhor do que no ano passado. O espanhol, que vinha de título em Doha, mas que nas duas últimas partidas jogou mal devido a uma bolha na mão Para alguns, isto aumentaria as chances do suíço vencer, inclusive me deixou pessimista sobre as chances do líder do ranking.

A Federação Espanhola de Tênis agiu e levou à Austrália uma máquina que acelerasse o tratamento da bolha na mão do Nadal. A melhora foi bem considerável, jogou sem a proteção e apenas com um curativo. O suíço dizia estar confiante e com gás novamente para chegar nas bolas. Mas, o que vimos hoje foi mais do mesmo...

Com a evolução no tratamento da bolha, Nadal conseguiu sacar mais forte, jogar a bola mais funda e deixar Federer fora da sua zona de conforto. E não custa lembrar do “bloqueio mental” que o suíço tem contra o espanhol, pois novamente insistiu nas trocas de bola e subidas em horas erradas à rede e o resultado foi, novamente, muitos erros de revés do suíço e passadas certeiras do espanhol. Após salvar alguns break points, o jogo seguia quando o suíço errou um forehand fácil no 6/5 e 30-30 com Nadal no saque, não ficou difícil prever no que viria no tie break a seguir: o suíço sentiria o momento e Nadal levaria o set, e foi o que aconteceu.

Nos sets seguintes, como no primeiro set, Federer salvou alguns break points até enfim ser quebrado e aí, o número 1 do mundo tomou conta do jogo, fechou em 6/3, e sem grandes sustos, repetiu o placar na terceira parcial e avançou à 19ª final de Slam na carreira.

Um tem golpes “plásticos”. O outro, sobra raça. É aquele clássico de estilos diversos que nos acostumamos a ver, há 10 anos. Nadal consolida sua supremacia sobre o “maior da história”, título este que poderia ser contestado de um certo ponto de vista, pois o H2H é de 23 x 10 para Nadal, com 13 x 2 no saibro e 9 x 6 no sintético.

E para aqueles fãs mais radicais do tênis, é inegável que Rafael Nadal é um exemplo para todos nós. Nos ensina que você pode não ser o melhor de todos, mas que deve acreditar na sua capacidade, ter auto-confiança, e quando isso está em dia não há limites nem adversidades que o impeça de atingir seus objetivos. Já nos deu vários exemplos de superação em toda sua carreira, e já tem o seu lugar garantido entre as lendas do tênis e do esporte. Federer, outro grande exemplo de vencedor, mas que foi superado por um adversário não mais talentoso, mas digamos mais competente estrategicamente.


Domingo tem a final contra Stanislas Wawrinka. O suíço na sua primeira final de Major, nunca venceu Nadal nem sequer tirou sets. Mas vem de uma evolução impressionante desde o ano passado, e se o mental não atrapalhar teremos um grande jogo. Nadal luta pelo 14º Slam e igualar Pete Sampras em número de títulos de Slam. Com a melhora da bolha, deverá chegar a final ainda melhor da mão e propenso a jogar num nível ainda mais alto. O favoritismo do número 1 do mundo é inegável. O Touro Indomável contra o valente Stan, a partir de segunda o número 1 da Suíça. A final será domingo, provavelmente às 6:30 de Brasília. Até lá.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Stan, o justo


Stanislas Wawrinka foi, durante muito tempo, a sombra de Roger Federer no circuito. Sempre era chamado de número 2 da Suíça, e seus feitos, que não são pequenos, eram ofuscados por seu compatriota que costumava ganhar (quase) tudo.

Mas, em 2013, o mundo passou a ver o tenista de Lausanne de forma diferente. Com o péssimo ano do ex número 1 do ranking concomitantemente a grande evolução técnica que Wawrinka teve ano passado após contratar Magnus Norman como seu técnico, este se tornou mais agressivo, com seu backhand de uma mão mais mortal do que nunca e com um excelente saque. Já havia levado Djokovic ao limite na Austrália ano passado e no US Open em Nova York. Saiu na frente em ambos os jogos, com um 6/1 e 6/2 respectivamente, mas o sérvio conseguiu levar ao 5º set após ter 2 x 1 contra.

Percebe-se que faltou mental para fechar a partida. Hoje, a situação se inverteu. O sérvio saiu na frente, e o suíço mostrou muita raça para virar novamente pra 2 sets a 1. No quarto set, estávamos em 4/3 40-0 com número 8 do ranking no saque, mas uma sucessão de erros acabou fazendo este perder o serviço, e consequentemente Djokovic, que lutava pelo penta na Austrália e sem perder ali desde 2010, sacar pro set e fechar em 6/3. Mais uma vez o mental deixava Wawrinka na mão. Pra piorar, no 5º set, foi quebrado no terceiro game, e todos esperavam que fosse ladeira abaixo após isso. Mas, conseguiu devolver a quebra e o jogo foi seguindo até o 8-7, onde após um 30-30 no saque do sérvio, Djokovic cometeu 2 erros bobos e Stan conquistou sua merecida, justa vitória com juros e correção monetária.

Stan, que só tem 5 títulos na carreira, algo absurdo pro seu talento, vai enfrentar Tomas Berdych na semifinal. Os outros semifinalistas sairão hoje após os confrontos entre Nadal x Dimitrov e Federer x Murray. Agora, o espanhol número 1 do mundo é mais favorito que nunca ao bicampeonato em Melbourne e fazer história ao lado de Roy Emerson e Rod Laver ao ganhar ao menos 2 Slams ao menos duas vezes. E, de quebra, ainda pode igualar os 14 slams de Sampras e se aproximar dos 17 de Federer. Mas, para chegar lá, ainda faltam 3 jogos. Que tenhamos grande jogos como hoje!