segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Ombro inconveniente
Thomaz Bellucci acaba de perder por 4/6 6/4 6/1 para o número 166 do mundo no ATP de Buenos Aires. Nada animadora a fase do número 1 do Brasil, que foi vaiado em casa semana passada em São Paulo.
O tenista de Tietê vem sofrendo com dores crônicas no ombro desde a pré temporada. Claramente o planejamento não foi bem sucedido, e isso se reflete no seu desempenho nas quadras. Seu treinador Daniel Orsanic revelou que o brasileiro está fazendo um trabalho de correção de postura com seus fisioterapeutas, que esperava que evoluísse na pré-temporada, o que não ocorreu. Para o mesmo, está descartada a hipótese de uma cirurgia.
Estas dores estão interferindo no desempenho do brasileiro, que não consegue ser regular no saque, sendo quebrado diversas vezes, e compromete também sua movimentação em quadra, fazendo assim, jogar abaixo do seu nível habitual. Para ter uma ideia sobre o momento deste, desde o Australian Open 2012, na primeira rodada, que o paulistano não vence uma partida de Grand Slam, e desde outubro, quando perdeu nas quartas para Federer na Basileia, não tem uma boa sequência. De lá para cá, foram derrotas na estreia no Masters de Paris, derrota na estreia no Challenger Finals, tendo abandonado em seguida, derrota na 3ª rodada em Auckland, derrota na estreia no Australian Open. Só venceu o Guilherme Clezar, top 200, e o Isner este ano, que voltava de contusão e não estava 100%, e o Lukas Lacko na estreia em Auckland. Seu retrospecto esse ano é 3-4.
Ora, se a fase não é boa, se o tratamento de correção de postura não está funcionando, por que não parar um pouco, fazer uma cirurgia e voltar com tudo? Seria a melhor solução do que jogar no sacrifício abaixo do normal, continuar perdendo precocemente, cair no ranking e a confiança do brasileiro, que nunca foi seu grande trunfo, desabar de vez.
ATENÇÃO, ORSANIC!
Como da última vez
O ano era 2005. O espanhol Rafael Nadal, então top 40, e pouco conhecido no circuito, iniciava uma arrancada como poucas antes vistas na ATP. Na Costa do Sauípe, triunfou no Brasil Open daquele ano, no que foi o primeiro de muitos outros títulos que ainda viriam, inclusive seu primeiro RG meses depois, e a consequente chegada à vice liderança do ranking.
Estamos em 2013. Dessa vez, a cidade é outra, São Paulo, mas o mesmo Brasil Open. O agora multicampeão Rafael Nadal disputava apenas o segundo torneio no ano, após 8 meses parado devido a uma lesão que o deixou fora de todo o segundo semestre de 2012. Vinha do vice campeonato em Viña del Mar, e buscava na maior cidade brasileira voltar ao (habitual) caminho dos títulos, e por que não, simbolizar um novo começo em sua carreira.
Polêmicas com superlotação do ginásio, irregularidade nas quadras e reclamações com a bola utilizada à parte por enquanto, o já considerado Rei do Saibro triunfou, empurrado por uma apaixonada torcida brasileira que provavelmente o fez se sentir jogando uma Copa Davis.
A altitude da cidade somado ao fato de ser uma quadra indoor, Nadal teve dificuldades de adaptação a quadra no início do torneio, pois estava em condições muito mais rápidas que a do torneio no Chile que havia disputado na semana anterior.
Por isto, o espanhol teve de superar os adversários, a quadra e o sempre incômodo joelho, vítima da tendinite, que o fez abdicar do torneio de duplas.
Passou com dificuldades que normalmente não teria na maioria dos jogos. Com sua movimentação comprometida e revés, e ainda sem a confiança em dia, poderia ter saído derrotado contra Carlos Berlocq, mas o adversário sucumbiu sacando em 4/5 no 3º set. Contra a zebra Martin Alund, também perdeu set, mas se impôs no último set e chegou a decisão. O mesmo admitiu que nas semis foi quando sentiu mais dores, e neste dia foi realmente quando apresentou seu pior tênis no campeonato.
Então, chegou a grande final. O adversário era David Nalbandian, curiosamente seu parceiro nas duplas, ex top 3 e que tinha 2 vitórias sobre o espanhol em 6 confrontos. Para a alegria dos fãs e para o bem do tênis, foi quando jogou melhor, se movimentou melhor, jogou mais solto, mais agressivo, e isto se refletiu no placar do 1º set: 6/2.
No segundo, o argentino voltou melhor, mais agressivo, e rapidamente abriu 3/0. Mas, Rafael Nadal mostrou por que tem um mental diferenciado, correu atrás, empatou em 3/3, destruindo o adversário mentalmente. Depois disso, Nalbandian cometeu um festival de erros, viu seu adversário vencer mais 3 games seguidos, e conquistar o bicampeonato do Brasil Open.
Sensacional a expressão de Sebastian e Toni Nadal, pai e tio de Rafael, respectivamente. Ambos, que sempre foram contidos nas suas comemorações, desta vez estavam bastante emocionados, assim como o espanhol, refletindo sobre os duros meses que esteve longe dos holofotes, dando mais um grandioso exemplo de superação como poucos. Como em 2005, talvez tenhamos presenciado um novo começo na carreira do espanhol. Foi o 51º título na carreira do heptacampeão de Roland Garros, o 37º no saibro.
O próximo compromisso do atual número 5 do ranking será Acapulco, ATP 500 a partir do dia 25. Lá, teremos a presença de David Ferrer, dentre outros tenistas bem rankeados, e vamos ver até onde o espanhol poderá chegar desta vez. Depois, tem no calendário os Masters de Indian Wells e Miami, disputados em quadras rápidas, o que não seria a melhor opção para este no momento, e acredito que só deverá voltar mesmo em Monaco. O espanhol, apesar de tudo, analisará sua situação após Acapulco.
Sobre as polêmicas do torneio
Provavelmente tivemos ingressos vendidos em quantidade superior ao de assentos existentes no Ginásio do Ibirapuera. O resultado: espectadores sentados nas escadas, até mesmo, lamentavelmente, durante a final, onde desembolsaram cerca de 300 reais para prestigiá-la. Também, tivemos telespectadores invadindo a seção reservada à imprensa. Sobre as condições da quadra, a organização do evento alega que não teve tempo suficiente para "montar" a quadra, já que o Ginásio é usado geralmente para jogos de basquete, vôlei e futsal por exemplo. Bom, que resolvam isto para o próximo ano. Não pude presenciar o torneio ao vivo, mas vi relatos que dentro do ginásio fazia um calor absurdo, outro ponto a se lamentar. A bola, a princípio, era leve demais, e não favorecia a troca de bolas.
Algo bastante errado, a meu ver, foram as vaias a alguns tenistas. Apesar da torcida brasileira estar corretamente insatisfeita com Thomaz Bellucci, que todos sabemos ser um bom jogador, mas incrivelmente instável no quesito mental, pois venceu um jogaço contra Isner numa hard indoor na Davis, e na outra semana vence apenas 5 games numa partida e é eliminado de forma melancólica jogando no seu país, devemos respeitar todos os tenistas. Em nenhum outro lugar do mundo tenista algum é vaiado, mesmo que seja seu compatriota e perca por 6/0 6/0. Acho que alguns precisam de umas aulas de etiqueta...
Que algo assim não se repita nos grandes eventos esportivos que estão por vir...
Tricampeonato de Bruno Soares
Ao lado de Alexander Peya, o brasileiro conquistou pela 3ª vez o Brasil Open. Este reclamou bastante do fato de ter sido "escanteado" para a Mauro Pinheiro durante toda a semana, mas certamente ter jogado a final na quadra principal fez a grande diferença, com a torcida empurrando bastante a dupla. Foi o 7º título seguido do brasileiro, que comprova sua grande fase, e até o momento mantém o sonho de disputar o ATP Finals em novembro.
Adeus de Ricardo Mello
Ricardo Mello foi por algum tempo o tenista número 1 do Brasil. 3 vezes semifinalista do Brasil Open, sendo derrotado em 2005 por Rafael Nadal em um jogo memorável, pendurou as raquetes após ser derrotado por Martin Alund na primeira rodada. Seu melhor ranking da carreira foi o de número 50, jogando a Copa Davis pelo Brasil em 2005, 2006, 2007 e 2010. Seu único título ATP foi o de Delray Beach, em 2004, tendo vencido também 15 torneios Challengers. Sua melhor participação em um Grand Slam foi no US Open 2004. Aos 32 anos, se aposentou com 146 partidas na carreira, sendo 58 vitórias e 88 derrotas, acumulando mais de 1 milhão de dólares em premiação. VALEU RICARDO!
Rafael Nadal, com 18 anos, levantando seu troféu do Brasil Open 2005, na Costa do Sauípe.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
A hora da revanche?
A grande final masculina do Australian Open 2013, neste domingo, às 6:30 de Brasília, será entre Novak Djokovic x Andy Murray, reeditando a final do US Open ano passado e a final do próprio Australian Open de 2011, vencida pelo sérvio em 3 sets. O retrospecto mostra 10 x 7 para Djokovic. Destes 17 confrontos, 14 foram na hard, com 8 vitórias para o sérvio e 6 para o britânico. No saibro, o tenista de Belgrado venceu as duas partidas e na grama o escocês venceu o único embate.
O atual número 1 do mundo é o favorito, pois, apesar de ter perdido a final do US Open 2012 para o próprio Murray, virá mais descansado que seu adversário. Não assisti à semifinal contra Ferrer, mas o placar e as estatísticas mostra que a princípio o sérvio jogou solto, aproveitando do desgaste físico do seu adversário. Este, também, terá um dia a mais de descanso do que o tenista de Dunblane, sem falar que não ficou nem 2 horas em quadra na semifinal.
Quanto a Andy Murray, que admitiu estar cansado após a semi contra Federer, mostrou que virá para brigar por mais um título de Grand Slam e corroborou que é um jogador em ascensão... Foi extremamente agressivo, disparou 62 winners contra o suíço, e mais de 20 aces. Também, ganhou mais de 48% nos rallys médios(entre 5 e 8 trocas de bola). Esteve com a tática correta, atacar o ponto fraco do rival, seu revés. Tirando a bobeada no quarto set, quando serviu pro jogo, foi quebrado, e acabou perdendo o set no tiebreak que mostrou lampejos do "velho" Murray, aquele mentalmente instável em alguns momentos. No quinto set, sobrou por estar em melhor forma física do que o suíço, nos seus 31 anos. Só está aonde está até agora porque sua técnica e talento são melhores do que a dos outros, mas seu físico deixa a desejar num 5º set, por exemplo. O atual campeão do US Open ficou em quadra por exatas 4 horas na semifinal. Foi a primeira vitória do escocês sobre Federer num Grand Slam, depois de 4 tentativas.
Djokovic, atual bicampeão consecutivo no primeiro Slam da temporada e tricampeão na Austrália, tentará o tetracampeonato com sentimento de revanche para com o escocês, que o derrotou na final em Nova York ano passado em 5 sets. Deverá entrar a mil por hora, impondo seu jogo agressivo e não deixar seu adversário confortável na partida, e caso a partida se estenda mais um pouco, poderá prevalecer seu melhor físico e dia de descanso a mais. Vem vencendo sem sustos no torneio, com exceção das oitavas, em que batalhou durante 5 horas contra Wawrinka. Mas, o susto parece ter feito bem a este, já que aumentou o nível nas duas últimas partidas.
Se der Murray, este poderá se tornar o primeiro a vencer seus dois primeiros Majors de forma consecutiva. Estará na sua sexta final de Slam, e já saiu da "seca", então certamente tirou um peso das costas. Até a semi, não tinha cedido nenhum set. Natural que fizesse uma partida equilibrada contra Federer, e vencer um dos maiores tenistas da história certamente dá um dose extra de confiança. Se quiser, terá que se sair muito bem no saque e ser agressivo novamente.
Como o jogo será a noite, a quadra estará um pouco mais lenta, então acredito que nestas condições, o jogos de ambos os tenistas se equivalem. Com os fatores externos às condições da quadra, o número 1 é favorito.
Sobre o ranking, em caso de título do escocês este pode "colar" no Federer. Ficará a menos de mil pontos neste e poderá lutar pela vice liderança nos Masters americanos. David Ferrer ultrapassará Rafael Nadal e será o novo 4º do ranking.
De um lado, o sérvio brigando pelo seu sexto título de Slam, na sua décima final. Do outro, Murray tentará ser o primeiro britânico desde Fred Perry em 1934 a vencer o Australian Open.
Quanto a palpites, não gosto muito disto, mas como muitos me pediram no último post, diria que dá Djokovic em 5 sets.
Declaração de Murray após a semi contra Federer:
"Não sei como vai ser jogar outra final desse nível, agora como um campeão de Slam. Quadra dura é a melhor superfície para Novak, então sei o quanto vai ser duro. Espero jogar um pouco mais do que na final do US Open. Claro que ter vencido Novak em uma final de Slam ajuda na parte mental, porém ele continua jogando extremamente bem.Vou descansar o máximo que puder e jogar o mínino no sábado. Sei que vou estar cansado amanhã e que provavelmente não estarei 100% no domingo". Andy Murray
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
A dois passos...
Chegamos
à última etapa do Australian Open 2013 masculino antes da grande
decisão de domingo, às 6:30 de Brasília. Djokovic x Ferrer se
enfrentam na manhã desta quinta-feira, e Federer x Murray travarão
duelo na manhã desta sexta. Vamos analisar cada uma das partidas
separadamente:
Djokovic x Ferrer
Atual
bicampeão na Austrália e lutando pelo tri consecutivo, o sérvio é
disparadamente o favorito no confronto. Passou por maus bocados
contra Stan Wawrinka nas oitavas, e precisou de mais de 5 horas para
derrotar o suíço. Quando todos pensavam que o sérvio entraria em
ritmo mais lento e que Berdych daria trabalho nas quartas, o tenista
de Belgrado deu uma verdadeira aula no primeiro set sendo agressivo
ao extremo, e tirando o deslize no início do segundo, mostrou que
está firme e forte na luta por mais um título.
Quanto
ao espanhol, esteve muito perto da eliminação diante de Nicolas
Almagro, seu maior freguês. Viu seu adversário ser superior durante
toda a partida, e quando este sacava para fechar em um triplo 6/4, de
certa forma o mental foi pro espaço e viu o cabeça 4 buscar uma
improvável vitória. Falta a este uma melhor técnica, um melhor
saque, mas raça certamente não lhe falta.
No
confronto direto, vantagem para o sérvio em 9 x 5. 4 das 5 vitórias
do espanhol foram no saibro. A única vitória na hard foi no ATP
Finals, então Masters Cup, de 2007.
Para
concluir, Djokovic é o favorito porque claramente é mais jogador
que o seu adversário, e vem mais descansado que este. O outro, vem
de uma virada improvável após estar à beira do abismo e o físico
pode pesar para seu lado, já que ficou quase 4 horas em quadra.
Quanto
ao ranking, Djokovic já ultrapassou a marca de 60 semanas de
soberania. Com o título, deve garantir o topo até abril. Se ficar
com o vice, deverá manter ao menos até Miami. Já Ferrer tomará o
quarto lugar no ranking de Rafael Nadal, parado desde Wimbledon e que
teve presença confirmada em Viña del Mar e Brasil Open(será que
dessa vez vai mesmo?)
Federer x Murray
Jogo
simplesmente imperdível. Um dos maiores da história, dono de 17
Slams, contra um dos maiores da atualidade. O tetracampeão na
Austrália contra um tenista que, até há pouco, era um jogador
talentosíssimo, muito capaz de ir bem mais além do que já tinha
ido até então, mas que faltava algo a mais para deslanchar de vez,
faltava a última peça do quebra-cabeça para este ficar completo.
Desde que Ivan Lendl, dono de 8 Slams, e coincidentemente, só venceu
seu primeiro Major após 4 vices em torneios desse porte, passou a
treiná-lo, virou um jogador muito mais maduro, confiante e
determinado. Para mim, o escocês se tornou um tenista completo após
absorver duramente a derrota para o próprio Federer em Wimbledon ano
passado. A prova disso veio com a revanche maiúscula na Olimpíada,
e enfim, seu primeiro Slam em Nova York. Ali, ele deixou de ser
aquele passador de bolas... Naquele dia, até Ivan Lendl sorriu...
O
H2H aponta vantagem mínima para o escocês, 10 x 9. Desses 19
confrontos, 17 foram na hard, com novamente apenas 1 partida de
vantagem para o escocês: 10 x 9. Na grama, uma vitória pra cada
lado. Curiosamente, ambos nunca se enfrentaram no saibro. A última
partida foi no ATP Finals onde Federer venceu por 2 x 0.
O
britânico vem voando no torneio, sem perder sets. Passou o trator
por todos os adversários, enquanto Federer só foi testado de
verdade hoje nas quartas, contra Tsonga. Este, no jogo de hoje,
quando mais precisou, seu backhand, que tanto lhe causou problemas
outrora, fez estrago, como naquele Masters Cup de 2006.
Diria
que tenista de Dunblane é favorito, pois vem fazendo melhor
campanha, apesar da chave tecnicamente mais fácil, e vem muito
confiante após o título do US Open. Federer poderá ter sérios
problemas caso a partida se estenda e passe das 4 horas, pois seu
adversário virá mais descansado, enquanto este, aos 31 anos, passou
mais de 3 horas em quadra hoje.
Para
vencer, Murray terá de ser bastante agressivo, como foi na final
olímpica. Também vem sacando muito bem no torneio. Federer
defenderá depender do saque para encurtar os pontos, e caso não
esteja num bom dia nesse atributo, poderão vir os erros... Nas
trocas de bola, o escocês leva vantagem devido ao físico. Federer,
leva vantagem na técnica... Que seja um grande jogo!
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Lá e de volta outra vez...
O ano era 2005 quando um tal de Rafael Nadal, então com 19 anos de idade, derrubava seu compatriota Alberto Martín, e conquistava o Brasil Open pela primeira vez e conquistava também o primeiro de muitos títulos ATP de sua carreira. Naquele mesmo ano, o jovem espanhol conquistaria o primeiro de sete Roland Garros.
Agora, em 2013, após mais de 10 títulos de Grand Slam conquistados, 21 Masters 1000, e longos 200 dias longe das quadras, Nadal anuncia a volta às quadras logo onde tudo começou...
Que momento que o Brasil vive no cenário internacional... No fim do ano passado estiveram por aqui ninguém menos que Roger Federer, Novak Djokovic, Serena Williams, Maria Sharapova, dentre outros... Sem falar na confirmação de um ATP 500 para o próximo ano e a vinda de Venus Williams para o WTA de Florianópolis.
Para muitos dos fãs do espanhol será um sonho realizado, ver de perto o seu ídolo. Certamente terão muitas histórias pra contar, aqueles que se aventurarem em busca de um autógrafo deste... Imagino como deve ser este cidadão jogando ao vivo. Sua movimentação em quadra certamente deve ser algo fora do comum.
Ficou claro que o tenista número 4 do mundo agora irá priorizar os torneios no saibro, visto que, além de ser sua superfície favorita, causa menos desgaste nos joelhos, que tantou lhe causou problemas durante toda a carreira.
O Brasil Open 2013 será de 11 a 17 de fevereiro. Nadal entrará como cabeça 1, e nesta condição, só estreará na quarta ou na quinta-feira. Vamos ver o que será feito do espanhol após tanto tempo parado...
"Estou contente por voltar a jogar no Brasil. Estou especialmente contente por voltar duas semanas antes do previsto. Isso significa que as coisas estão indo bem", comemora Nadal, em entrevista à emissora espanhola TV3 .
Abaixo, o link da notícia da conquista do Brasil Open 2005 pelo espanhol:
http://www.tenisnews.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=139
terça-feira, 20 de novembro de 2012
De volta à rotina
Pouco mais de 140 dias afastado das quadras devido a uma síndrome de Hoffa, Rafael Nadal, atual campeão de Roland Garros, ausente desde a inesperada eliminação para Lukas Rosol em Wimbledon, voltou hoje a uma quadra de tênis, algo que faz há muito tempo com muita dedicação, foco, objetividade, dentre vários outros atributos.
A falta que ele faz ao circuito é inegável. Com todo respeito a Federer, Djokovic e Murray, Nadal é dono de um estilo único, que mudou para sempre a maneira de jogar tênis.
Para mim, que o acompanho desde meados de Roland Garros 2007, sei muito bem das limitações deste atleta que depende demais do físico para ser tão competitivo como é.
Não é de hoje que seu joelho o traz problemas. Este sempre teve que conviver com lesões, como explicado acima, mas jamais teve algo tão grave quanto teve este ano que o fez perder quase a metade do circuito. Com a notícia de lesão pós-Wimbledon, certamente, muitos como eu temeram o pior... Um claro sinal, que com a idade passando, o corpo, obviamente vai se desgastando, e com isso vai ficando mais vulnerável a lesões. Nada mais natural, que, infelizmente, seu jogo vá decaindo com o tempo. E com o tênis cada vez mais físico do que técnico, resta saber até onde o espanhol pode chegar...
Todos nós pudemos perceber o quão doloroso posso ter sido a ausência do espanhol, especialmente durante a Olimpíada, e o que significaria para este ser o porta-bandeira do seu país. Por motivo de força maior, este não pôde concretizar o seu desejo. Quem sabe não fica pra 2016?
É evidente que a partir de agora Nadal passe a disputar mais jogos no saibro, onde é claramente sua superfície favorita, e este desgasta menos o joelho, por ser uma superfície mais lenta que as quadras rápidas(hards) de cimento.
Seu retorno em um torneio deverá acontecer no torneio-exibição de Abu Dhabi no próximo dia 28/12, onde estarão lá Andy Murray, Novak Djokovic, dentre outros. Será importantíssimo para verificar em que nível o espanhol de Mallorca estará depois de tanto tempo fora da ação e o que precisa evoluir até o Aberto da Austrália. Neste último, acredito que poderá chegar à segunda semana, mas conquistar o torneio parece ser algo bem distante. No entanto, nunca duvidem deste ser.
O ex-número 1 do mundo claramente não é o tenista mais talentoso do circuito. Porém, joga com raça, paixão, nunca se dá por vencido, é batalhador, guerreiro... Segundo o treinador e tio Toni Nadal, "Rafa" não é especial, mas joga com o coração".
Rafael Nadal está feliz de novo. Segundo o próprio, "não há felicidade sem sofrimento". E como sofreu para reencontrá-la...
Abaixo, o vídeo de Rafael Nadal voltando à rotina:
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Tetra!!!!!!!

Presidente Prudente, 11/11/2012. 18:59 da noite. No estádio José Eduardo Farah, o Fluminense abrira dois gols de vantagem sobre o desesperado Palmeiras, mas o adversário em menos de 5 minutos conseguira igualar o marcador. O placar já passava dos 40 do segundo tempo, e o único Tricolor do mundo só precisava de um gol para comemorar o 4º título brasileiro de sua gloriosa história. O time ia para o ataque, Thiago Neves toca pra Jean, e o volante, como um exímio lateral direito, cruza rasteiro pra Fred, o matador, o destruidor, artilheiro do campeonato com 19 anos, chutar para a eternidade. A partir daquele momento, o camisa 9 só corroborava ainda mais o seu nome na história do Tricolor. História que vem sendo escrita shakespeariamente desde 2009. Ao apito final de Leandro Vuaden, Galvão Bueno bradava, como em 1994: "É TETRAAAA! É TETRAAA"!
Com 76 pontos, após o empate do Atlético-MG o Fluminense sagrava-se campeão brasileiro dois anos após o tricampeonato, este que só veio após 26 anos de espera. Se há dois anos o protagonista foi um argentino baixinho chamado Darío Conca, desta vez Fred, que decidiu muitos jogos, teve sua vez. Literalmente mandou na grande área, fez "arte", como o voleio contra o Flamengo...
A campanha foi quase impecável: em 35 jogos, 22 vitórias, 10 empates e apenas 3 derrotas. Para os adversários invejosos que querem tirar o mérito dessa conquista, só lhes resta o silêncio. Já dizia Nelson Rodrigues: "Grandes são os outros, o Fluminense é enorme." Tão enorme que fez o Brasileirão, um dos campeonatos mais difíceis do mundo parecer um Espanhol, onde um time parece ser infinitamente superior a todos os outros, e conquistou o título com três rodadas de antecipação.
Além de Fred, tivemos muitos outros jogadores importantes na campanha. Diego Cavalieri, sem duvidas o melhor goleiro dos últimos 30 anos do Flu, e por que não colocá-lo ao lado de Castilho, Paulo Victor e Felix? Em muitos jogos, pegou pensamento. Quando é marcada uma penalidade contra o Flu, acredito que muitos torcedores ficam aliviados, pois sabem que ali guardando as traves há um goleiro com uma frieza espetacular, que é capaz de defender um pênalti ao apagar das luzes de um Fla x Flu. O que o aguarda no Maracanã, quando este estiver a todo vapor outra vez?
Wellington Nem, o motorzinho do time. Quando a bola chega aos seus pés, ele ganha na velocidade do adversário, que cai estatelado no chão, como um jaca madura, e vai correndo, correndo, até deixar a velocidade luz pra trás. Ou entãi,dribla este, que após um piscar de olhos, já o vê bem longe, no horizonte... Também decidiu muitos jogos, como o confronto contra o Inter no Beira-Rio.
Deco, apesar de ter sofrido com lesões, tem visão de jogo privilegiada, um toque simples pode deixar o companheiro na cara do gol. Também possui uma vasta chapelaria espalhada por aí...
Jean, o coringa do time. Volante de origem, também joga na lateral direita. Foi responsável pela transição ao ataque, apoiava, arriscava de fora da área e acertava. E, claro, muito bem na marcação.
Gum, invencível pelo alto. Um dos símbolos do time de guerreiros de 2009, a imagem deste vibrando com o gol marcado contra o Cerro Porteño jamais sairá da minha mente. Com a cabeça enfaixada, este se meteu na área, e como um atacante, fez o gol de empate naquele dia. Foi um leão na defesa, e com sua cabeçada mortal nos deu três pontos contra a Ponte Preta.
Os garotos recém chegados da base, Bruno, Carlinhos, Thiago Neves e todos os outros certamente também contribuíram para este título. O ambiente extremamente harmonioso do clube tornou possível este título.
E, é claro, Abel Braga. Dou graças ao presidente Peter Siemsen por tê-lo esperado durante 3 meses no ano passado. Vindo da Arábia, para assumir o Fluminense pela segunda vez, pegou um time "quebrado" após o tricampeonato e após a conturbada saída de Muricy Ramalho. Quase como um "pai" para os jogadores, reergueu o time, terminou o Brasileiro em 3º, e montou a base para a equipe campeã deste ano. Apesar de algumas substituições desnecessárias que nos custaram alguns pontos, conseguiu dar um padrão a equipe que vem dando muito certo até aqui.
Para aqueles indivíduos que dizem: "pague a série B." Eu simplesmente responderei: "Claro, desculpe a demora, você teria troco pra 4?"
É evidente que desde 2007, após o título da Copa do Brasil, o Fluminense é outro time. Respeitado Brasil afora, virou time cascudo, de chegada, acostumado a brigar por títulos. 3 títulos nacionais em 6 anos. Se continuar assim, prevejo um futuro espetacular para o tricolor.
2013 vem aí. É hora de tratar da América. 3ª Libertadores consecutiva. Nesta competição, ter um bom elenco não basta, é preciso saber lidar com a catimba, dentre outros. Que não caiamos num Grupo da Morte outra vez. É hora do verde, branco e grená pintar a América e o mundo!
"Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação."
Nelson Rodrigues
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