domingo, 5 de junho de 2011

Seis vezes Nadal




Rafael Nadal, neste domingo, fez o que Bjorn Borg havia feito há alguns anos: levantar o troféu de Roland Garros pela sexta vez. O título veio, pela quarta vez em 5 anos, em cima de Roger Federer, com parciais de 7/5, 7/6(3), 5/7 e 6/1 em longos 230 minutos de jogo. Assim, Nadal conquistou seu 10º Grand Slam, aos 25 anos e 2 dias.

Federer vinha de uma vitória épica sobre o até então invicto Novak Djokovic, que vinha de 43 vitórias no ano e só precisava chegar à decisão para sagrar-se número 1 do mundo, mas sucumbiu diante do tênis espetacular do suíço.

O jogo

Federer saiu na frente, após Nadal estar irreconhecível no começo do jogo, e abriu 3/0 com facilidade. Assim, continou confirmando seu serviço e abriu 5/2. Foi aí que começou a brilhar a estrela do espanhol. Nadal estava sacando, salvou um set point e deslanchou. Começou a tomar conta do jogo, e empatou o set em 5/5. No 11º game, o canhoto de Mallorca continuava pressionando o suíço no saque, e com um erro, acabou quebrando Federer outra vez. Após isso, foi só fechar o set com uma perfeita bola de esquerda cruzada.

O set perdido pareceu ter abalado o dono de 16 Grand Slams, e o mesmo passou a errar mais, facilitando as coisas para o espanhol. Mas, Nadal foi quebrado mais tarde, quando sacava em 5/4,após o jogo ter sido interropmpido pela chuva. Assim, ambos confirmaram seu serviço e o segundo set seria decidido no tie-break. E, Nadal foi impecável. Abriu 4/0 com facilidade, perdeu um mini-break, mas fechou o set em 7/3.

A torcida estava a favor de Federer, e desanimou. Nadal aproveitou o momento e abriu 4/2, mas o suíço resgatou um pouco do que havia jogado contra Djokovic, quebrou o espanhol mais uma vez em 5/5, fechando o terceiro set em 7/5 e forçando o quarto set.

Nadal começou nervoso, e de cara, Federer tinha três chances de quebra. Foi aí que o Touro adormecido acordou... Jogou 5 pontos de forma espetacular, confirmou o serviço com autoridade, passou a jogar mais agressivo, quebrou o suíço duas vezes, e comemorou o hexacampeonato no saibro parisiense!

Assim, Nadal se iguala a Bjorn Borg como o maior campeão do torneio com 6 títulos, conquista o 10º Grand Slam, aos 25 anos e 2 dias(Federer tinha o mesmo número de Majors aos 25 nos e 173 dias) e silenciou aqueles que diziam que o espanhol não iria longe, alegando que já havia sido derrotado por Djokovic duas vezes este ano. E, acho que não há mais dúvidas de que se trata do melhor jogador de saibro de todos os tempos e forte candidato a melhor da História.

Esse mês já tem Wimbledon, que promete. Nadal tem mais 2 mil pontos a defender, Djokovic defende a semi, Federer as quartas e poderão se dar muito bem caso Nadal caia precocemente. Andy Murray também pode surpreender e defende a semifinal, Berdych defende final, mas acredito que não irá longe dessa vez, e todo brasileiro deseja boa sorte a dupla Thomaz Bellucci e Jarmila Gajdosova. Acho que tem algo aí entre os dois...

Números de Rafael Nadal


6 títulos de Roland Garros

Espanhol igualou Bjorn Borg em troféus e é maior vencedor da história do Grand Slam francês

19 finais contra Federer

Em decisões, Nadal leva ampla vantagem: 13 contra seis do rival. No saibro são 9 do espanhol.

10 títulos de Grand Slam

Além dos seis títulos de Roland Garros, ele tem ainda um Aberto da Austrália, dois em Wimbledon e um no Aberto dos Estados Unidos

46 títulos na carreira


Com 25 anos recém-completados, Nadal ostenta este nº de títulos em dez anos como profissional

Número 1 do mundo

Desde 7 de junho de 2010, ele lidera o ranking. Teve o posto ameaçado em Roland Garros por Djokovic, mas segue como nº 1.


Aqui, um raio X de todos os confrontos Federer x Nadal, retirado de outro site:


Veja o Raio-X do confronto!

Números de Federer x Nadal:

Jogos: 25 - Vitórias de Nadal: 17 - Vitórias de Federer: 8
Jogos no Saibro: 14 - Vitórias de Nadal: 12 - Vitórias de Federer: 2
Jogos na Rápida: 8 - Vitórias de Nadal: 4 - Vitórias de Federer: 4
Jogos na Grama: 3 - Vitórias de Nadal: 1 - Vitórias de Federer: 2

Total em Sets: 83 - Nadal: 50 - Federer 33

Sets no Saibro: 45 - Nadal: 32 - Federer: 13
Sets na Rápida: 24 - Nadal: 12 - Federer: 12
Sets na Grama: 14 - Nadal: 6 - Federer: 8

Total em Games: 836 - Nadal: 433 - Federer 403

Games no Saibro: 450 - Nadal: 248 - Federer: 202
Games na Rápida: 228 - Nadal: 111 - Federer: 118
Games na Grama: 155 - Nadal: 75 - Federer: 80
Número de Tie-Breaks: Total: 18 - Federer: 9 / Nadal: 9

25º Jogo - 2011 Roland Garros (Paris, França) - Final - Saibro - Nadal 7/5 7/6 (3) 5/7 6/1
Federer começou muito agressivo, abriu 5/2 na primeira etapa, mas viu a reação do espanhol, começou a cometer erros e permitiu a virada. No segundo set o espanhol controlou para fazer 4/2, mas Roger empatou em 4/4. Em seguida Nadal quebrou, fez 5/4 sacou pro jogo, mas a chuva apareceu no 40/40. Nadal desperdiçou dois set-points, Roger reagiu, levou ao tie-break, mas Nadal foi mais preciso. O espanhol teve 4/2 no 3º set, mas Federer elevou o nível, fechou por 7/5. No quarto set Federer perdeu um 0/40 no primeiro game e daí o espanhol passeou.

24º Jogo - 2011 Masters Madri (Espanha) - Semi Final - Saibro - Nadal 5/7 6/1 6/3


Os dois tenistas tiveram momentos de altos e baixos. No final, o tenista mais consistente venceu. Federer cometeu na partida, ao todo, 45 erros não forçados – contra apenas 18 de Nadal. A semifinal durou 2h36min. O suíço teve a oportunidade de quebrar o saque do número um no começo do terceiro set, mas não conseguiu aproveitar. Nadal conseguiu a quebra no quarto game e seguiu confirmando o serviço até fechar o jogo.

23º Jogo - 2011 Masters Miami (EUA) - Semi Final - Rápida - Nadal 6/3 6/2

Nadal jogou uma partida de forma sólida no fundo de quadra sacando muito bem, explorando o revés de Federer e errando pouco forçando os equívocos do suíço e dominando os pontos. Com uma quebra no início ele comandou o primeiro set em 6/3 com outra quebra, salvou chances do suíço no início do segundo e se aproveitou de um total de 38 erros (contra 10 seus) para finalizar o jogo em 6/2 na primeira semi entre os dois após três anos e meio.

22º Jogo - 2010 ATP Finals, Londres (GBR) - Final - Rápida Coberta - Federer 6/3 3/6 6/1

Federer finalizou a temporada com o pentacampeonato do torneio que finaliza o ano enquanto que Nadal atingiu a decisão da competição pela primeira vez. O suíço fez uma campanha irretocável perdendo apenas um set e com um jogo agressivo se impôs na primeira etapa. Na segunda Nadal aproveitou oíndice baixo de 1º saque do suíço e passeou, mas na final o cansaço de Nadal - que havia jogado 3h contra Andy Murray na véspera, foi decisivo pra uma fácil vitória do suíço.

21º jogo - 2010 Madrid (ESP) - Final - Lenta - Nadal 6/4 7/6 (5)

Federer vinha de uma campanha ruim nas semanas anteriores, comderrotas precoces e fazia justo na Espanha sua melhor campanha no saibro até então na temporada. Nadal chegava com um jejum de mais de um ano sem vencer um top 8 e querendo provar o seu valor além da revanche.

O jogo começou nervosos com os dois errando e dando muitas chances. Nadal venceu a primeira parcial no detalhe salvando vários breaks no último game. No segundo set ele liderou 1/0 e 4/2 com quebra, Federer virou e chegou a ter 4 a 2 no tie-break, mas seguidos erros do suíço e uma furada feia no match-point deram a vitória ao espanhol.

20º jogo - 2009 Madrid (ESP) - Final - Lenta - Federer 6/4 6/4

Jogando contra o rei do saibro e na capital espanhola, Federer não tinha o favoritismo do seu lado antes da partida. Os dois jogadores iam confirmando seus serviços até o oitavo game do 1° set e o joga era parelho, Nadal já havia desperdiçado duas bolas de break nos games anteriores. No 9o game, Federer quebrou o saque do adversário e em seguida sacou com facilidade para a vitória na parcial, 6/4. No segundo set, a tônica da partida era a mesma, Nadal, mesmo encaixando o 1° serviço em 80% das ocasiões encontrava muitas dificuldades para confirmar o serviço. O suiço abriu 4/2 e confirmou seus serviços para ganhar a partida com duplo 6/4 em 1 hora e 26 minutos. No último game Nadal chegou a ter 15/40 após três erros do suíço. A torcida então apoiou, mas erros por pouco levaram Federer a igualar a contagem e vencer com dois bons saques.

19º jogo - 2009 Australian Open (AUS) - Final - Rápida - Nadal 7/5 3/6 7/6(3) 3/6 6/2

Em mais um jogo histórico, Rafael Nadal pôs um ponto final nas indagações sobre o seu reinado. Em uma atuação fantástica o espanhol conseguiu nova vitória sobre Federer, mesmo nitidamente desgastado. O espanhol começou melhor a partida e venceu o primeiro set por 7/5, mas Federer não desistiu e aplicou 6/3 em seguida. Apesar do cansaço, o tenista ibérico mostrou incrível poder de concentração e conseguiu levar a melhor no tie-break do terceiro set. No quarto set, Federer quase ficou um break abaixo, mas conseguiu se salvar e abriu 6/3. Na última parcial, o suíço claramente cansou mentalmente e Rafa foi soberano, abrindo 6/2 e fechando o jogo após bola fora de Roger.

18º jogo - 2008 Wimbledon (GBR) - Final - Grama - Nadal 6/4 6/4 6/7 (5) 6/7 (8) 9/7


Uma batalha épica melhor até do que a decisão de 2007. Nadal chegou em Wimbledon com o inédito título de Queen´s e pela primeira vez com forte credenciamento para bater Federer. A decisão começou melhor para Nadal que salvou vários breaks e confirmou suas chances para marcar 6/4 6/4. No fim do terceiro set a chuva, fator corriqueiro em Wimbledon, apareceu e paralisou o jogo por 1h10min. Na volta Federer venceu num tie-break bem jogado com vários aces. No quarto set nenhum break para os tenistas e no desempete Nadal teve dois match-points, um com o saque, mas Federer deu passada mágica e venceu. O quinto set foi paralisado de novo pela chuva no quinto game. No retorno muita emoção com ambos tendo chances. Nadal teve mais oportunidades e quebrou apenas no 15º game para fechar o jogo apenas no 4º match-point. Nadal ficou muito emocionado após vencer Wimbledon pela primeira vez e comemorou subindo às arquibancadas com sua equipe.

17º jogo - 2008 Roland Garros (FRA) - Final - Saibro - Nadal 6-1 6-3 6-0

Um jogo que tinha tudo para ser histórico. Nadal lutava pelo tetra, Federer buscava seu 1º Slam no saibro. O suíço afirmara que tinha tática e físico prontos para derrubar Nadal. Mas aconteceu o contrário. Nadal muito aplicado taticamente deu uma surra tendo que se salvar de chances do suíço apenas na metade do segundo set. No último ele coroava o tetra com um pneu, seu primeiro na carreira sobre Federer. Foi a primeira vitória por 3 sets a 0 nos 17 jogos do duelo Federer x Nadal.

16º jogo - 2008 ATP Masters Series Hamburgo (Alemanha) - Saibro - Final - Vencedor - Nadal 7-5 6-7(3) 6-3

Essa partida entre Federer e Nadal foi uma das mais emocionantes. O suíço liderava o primeiro set com uma quebra de vantagem, mas tomou a virada diante de um forte Nadal mentalmente. Na segunda parcial Federer tinha tudo para passear quando abriu duas quebras, Nadal foi buscar igualou 5/5, mas no tie-break o número 1 do mundo levou a melhor.

Quando tudo parecia mudar de ares para a etapa decisiva, Nadal se concentrou e com placar relativamente apertado se impôs. O espanhol sofreu com uma distensão na coxa sentida ao fim da primeira etapa decorrente de quatro semanas de jogos no saibro. Nadal se vingou do ano anterior quando havia perdido na decisão do mesmo evento.

15º jogo - 2008 ATP Masters Series Monte Carlo (MON) Saibro - Final - Nadal 7-5 7-5

Nos dois sets desse duelo, o primeiro de 2008, Federer dominou, teve quebras a frente, mas falhou, cometeu erros e deixou Rafa vencer no finalzinho. O espanhol faturou o tetracampeonato em solo monagasco com o terceiro triunfo em cima de Federer.

14º jogo - 2007 Masters Cup Shanghai (CHN) - Rápida - Semifinal - Federer 6-4 6-1

Federer entrou como favorito após se classificar na frente em seu grupo no torneio que reúne os oito melhores do mundo na China. Nadal batalhou, mas terminou na segunda posição atrás do compatriota David Ferrer, por isso os dois se encontraram antes da final. O primeiro set foi equilibrado, Nadal teve algumas chances, mas o suíço concretizou no final e venceu. Na segunda parcial o número 1 do mundo disparou a direita e jogou seu melhor tênis para chegar na decisão onde conquistaria o título.

13º jogo - 2007 Wimbledon (GBR) - Grama - Final - Federer 7-6(7) 4-6 7-6(3) 2-6 6-2


O jogo mais espetacular entre os dois. Federer lutava pelo pentacampeonato para igualar a marca de Bjorn Borg enquanto que Nadal buscava a primeira conquista na sagrada grama inglesa, um dos sonhos de sua carreira. Federer venceu o primeiro e terceiro sets no detalhe e baixou muito o nível na quarta parcial. Nadal teve chances de quebra no início do quinto e decisivo sets q1uando o número 1 parecia sem confiança, mas o suíço conseguiu se salvar, quebrou uma vez e voltou a jogar o melhor tênis no final para sair com o triunfo.

12º jogo - 2007 Roland Garros (FRA) - Saibro - Final - Nadal 6-3 4-6 6-3 6-4

Federer teve inúmeros break-points no primeiro set e não aproveitou, o que poderia mudar a história da partida. Depois de vencer o segundo set, o tenista da Basiléia perdeu um pouco o nível enquanto quew Nadal cresceu e controlou bem para sair com o tricampeonato.

11º jogo - 2007 ATP Masters Series Hamburgo (ALE) - Saibro - Final - Federer 2-6 6-2 6-0

Outro jogo importante na história dos jogadores. Nadal vinha com uma sequência de 81 vitórias seguidas no saibro, recorde no tênis, mas ao mesmo tempo estava cansado por conquistas em Monte Carlo, Barcelona e roma nas semanas anteriores. Depois de dominar o primeiro set, o espanhol teve algumas chances de quebra no segundo, chegou a liderar no início, mas Federer soube ter paciência, para virar e dar um pneu em um estafado adversário na última parcial.

10º jogo - 2007 ATP Masters Series Monte Carlo (MON) - Saibro - Final - Nadal 6-4 6-4

Um dos piores jogos de Federer contra Nadal. O espanhol, ao contrário, dominou e com uma quebra de diferença em cada set manteve a vantagem sendo pouco ameaçado. Tricampeonato incontestável.

9º jogo - 2006 Masters Cup Shanghai - Rápida - Semi - Federer 6-4 7-5


Nadal vinha de tropeço no torneio que reúne os oito melhores do mundo e por isso os dois se encontraram nas semis. Federer controlou bem o primeiro set para vencer com uma quebra. No segundo o suíço teve chances de vencer mais fácil, Nadal lutou, igualou 5/5, mas Federer foi mais agressivo no piso rápido para vencer e conquistar o título contra James Blake no jogo seguinte.

8º jogo - 2006 Wimbledon (GBR) - Grama - Final - Federer 6-0 7-6(5) 6-7(2) 6-3

Favoritismo era todo em cima de Federer que passeou em sua campanha na grama inglesa. Nadal nunca havia conquistado um resultado expressivo antes dessa final, por isso trazia dúvidas sobre as chances da conquista. Federer saiu falando alto com um pneu, Nadal se recuperou tendo um break e 3/1 no segundo set, mas Federer vencia no tie-break. O espanhol deu esperanças ganhando o terceiro set no detalhe. Mas Federer se recuperou, abriu 5/1 no quarto set, fechando por 6/3. Era o tetra do suíço.

7º jogo - 2006 Roland Garros (FRA) - Saibro - Final - Nadal 1-6 6-1 6-4 7-6(4)

Pela primeira vez Federer e Nadal disputavam o título em Paris. O suíço entrava em sua primeira decisão de Roland Garros e tentava o único Grand Slam que lhe faltava. O número 1 começou muito bem o jogo por pouco não dando um pneu. Mas Nadal se recuperou, repetiu o placar do oponente no segundo set e controlou bem no set seguinte. Na última parcial muito equilíbrio. Melhor na parte mental, Nadal levou no tie-break e comemorou o bicampeonato.

6º jogo - 2006 ATP Masters Series Roma (ITA) - Saibro - Final - Nadal 6-7(0) 7-6(5) 6-4 2-6 7-6(5)

Para Nadal este é o melhor jogo entre os dois. Talvez não para Federer que perdeu match-points no quinto set. Em um jogo de cinco horas, Nadal levou a melhor em um tie-break disputado decidido nos detalhes. Os dois jogaram o melhor tênis, mas o touro conquistou o bicampeonato na raça.

5º jogo - 2006 ATP Masters Series Monte Carlo (MON) - Saibro - Final - Nadal 6-2 6-7(2) 6-3 7-6(5)


Nadal começou atropelando a mostrando quem era o melhor no piso de saibro. Mas Federer se recuperou e deu mostras que poderia levar o caneco. Todavia nos dois sets seguintes o espanhol de novo fez valer sua melhor condição na terra e venceu com parciais apertadas.

4º jogo - 2006 Dubai (UAE) - Rápida - Final - Nadal 2-6 6-4 6-4

Federer deu um show de tênis no primeiro set e tudo indicava que levaria a partida sme problemas, mas Nadal se manteve focado, conseguiu uma quebra importante no início do segundo set e venceu. Na terceira parcial equilíbrio até Nadal conseguir abrir vantagem para sair com a vitória e conquistar até aqui seu único título nos Emirados Árabes, um dos torneios mais importantes após os Grand Slams e Masters Series.

3º jogo - 2005 Roland Garros (FRA) - Saibro - Semi Final - Nadal 6-3 4-6 6-4 6-3

Depois de perder na 3a. rodada no ano anterior para Gustavo Kuerten, Roger Federer chegava como grande favorito e com apetite para vencer no saibro. Mas do outro lado da rede tinha a então jovem promessa Nadal de 19 anos que vinha de títulos no Brasil Open, Acapulco, Roma e Monte Carlo. Pela primeira vez Federer provava do veneno de Nadal no piso lento e perdia em quatro sets equilibrados. Nadal conquistava Roland Garros pela primeira vez no jogo seguinte diante do argentino Mariano Puerta.

2º jogo - 2005 ATP Masters Series Miami (EUA) - Rápida - Final - Federer 2-6 6-7(4) 7-6(5) 6-3 6-1

Era o segundo duelo entre os dois em Miami e ainda não existia uma rivalidade. Nadal estava apenas aparecendo com três títulos pequenos no circuito. No início Nadal dominou, venceu dois sets, mas Federer mostrou porque era o líder do ranking e conseguia o que até hoje é sua maior virada sobre o espanhol em cinco sets.

1º jogo - 2004 Miami (EUA) - Rápida - Terceira rodada - Nadal 6-3 6-3

Único duelo entre os dois antes de uma semifinal até hoje e também o primeiro jogo. Federer recém se tornara número 1 ao conquistar um mês antes o Aberto da Austrália enquanto que o espanhol tinha 17 anos e ocupava o 34o. posto no ranking. Nadal venceu sem dar chances e surpreendeu o mundo.

sábado, 4 de junho de 2011

Duelo de reis a caminho...


Amigos, a decisão do maior campeonato de saibro do mundo será a reedição da semifinal de 2005 e das finais de 2006 a 2008, entre Rafael Nadal,o "Rei do Saibro", dono de 9 Grand Slams, pentacampeão de Roland Garros e que luta pelo hexa, também vencedor absoluto de 19 Masters 1000, a fim de igualar o recorde absoluto de 6 títulos no barro parisiense. Do outro lado, Roger Federer, "simplesmente", o recordista absoluto de 16 Grand Slams, tetracampeão do Aberto da Austrália, hexacampeão de Wimbledon, e pentacampeão no US Open e no ATP Finals, torneio em que reúne os 8 melhores tenistas da temporada. Vale ressaltar também que ambos já conseguiram o "Career Slam", feito em que o tenista vence os 4 Grand Slams da temporada, mesmo que em anos diferentes. O espanhol conseguiu esse feito ano passado, aos 24 anos anos, e o suíço em 2009, aos 27.

Sobre a semifinal de ontem, Nadal venceu Murray por 3 sets a 0. O britânico nunca foi um especialista no saibro, e o jogo foi muito parelho, com muitas quebras para ambos os lados, mas o espanhol, impecável nos momentos importantes, foi coroado com a vitória em sets diretos.

A outra semifinal entre Federer x Djokovic bem que merecia um post à parte, mas falarei sobre a partida histórica aqui mesmo:

Vimos um Roger Federer genial, extremamente agressivo, imponente no saque, com sangue-frio, e o até então invicto Novak Djokovic nervoso e pressionado, já que bastava a vitória sobre o número 3 do mundo para se tornar o número 1 do Ranking de Entradas da ATP. Vimos o sérvio jogando de maneira errática, insegura, nervosa, e as vezes até mesmo "estabanada". Federer venceu por 3 sets a 1, onde no match point, Djokovic ainda tentou esfriar a partida, reclamando provavelmente da pouca luz na capital francesa. Se fosse outro tenista, talvez houvesse se desconcentrado. Mas, como era Roger Federer, simplesmente disparou um ace e transformou em pó as esperanças do sérvio de,ser número 1, ao menos até amanhã, já que, em caso de vitória do suíço, Nadal não defenderá os 2 mil pontos do ano passado, e será ultrapassado pelo sérvio.


Sobre a finalíssima de amanhã, antes de tudo estamos falando de Federer x Nadal, sem dúvidas uma das maiores, ou senão, a maior rivalidade que o tênis já viu(ao menos dentro das quadras). O espanhol lidera por 16 x 8 no "head to head", e de 13 partidas no saibro contra o suíço, venceu 11. Os confrontos na hard e na grama, o suíço leva vantagem, mas vale ressaltar que o canhoto de Mallorca já evoluiu bastante nestas superfícies.
Nadal sabe muito bem como derrotar o suíço. É atacar o backhand, e esperar que este esteja em um dia ruim, e claro, se defender bem, e nunca deixar de ser agressivo. Quanto ao Federer, tem de estar num ótimo dia, com o primeiro serviço entrando, para facilitar os aces, e precisa bombardear o espanhol.

Assim, é impossível prever um vencedor. Tomara que seja um jogo histórico, memorável, onde cada ponto pareça ser tão importante quanto o último, assim como a final de Wimbledon 2008, que seja um duelo de gigantes, um duelo de titãs, que faça a Cidade Luz tremer, e a torcida na quadra Philippe Chatrier assistir mais um daqueles jogos históricos do tênis mundial...

sábado, 28 de maio de 2011

Quatro vezes Barcelona

27 de maio de 2011. O dia tão aguardado da final da UEFA Champions League havia chegado. De um lado, o Barcelona, treinado brilhantemente por Pep Guardiola, cuja principal estrela é o jogador eleito melhor do mundo por dois anos Lionel Messi, e conta com outros grandes jogadores comoo espanhol David Villa, Xavi, Iniesta e o brasileiro Daniel Alves, na luta pela tetracampeonato europeu, após eliminar o arqui-rival Real Madrid na semifinal. O Barcelona já havia sido o campeão espanhol desta temporada, e fez uma temporada histórica em 2009, onde foi campeão espanhol, europeu e mundial. O time de Guardiola só havia sido derrotado três vezes este ano: para o Hercules, Real Madrid pela Copa do Rei, e Arsenal.

Do outro, o Manchester United, que tinha a seu favor a torcida, já que a finalíssima seria realizada na Inglaterra. Os "Red Devils" são treinados há 25 anos por Alex Ferguson, que já dirigiu o time inglês em mais de mil partidas, e ganhou mais troféus que qualquer outro treinador no futebol inglês. O time contava com a estrela de Wayne Rooney, com a revelação Javier "Chicarito" Hernandez e com o meio-de-campo Park Ji-Sung.

Guardiola preferiu barrar Carles Puyol, para a volta do lateral-esquerdo Abidal, retornando ao time depois de ser afastado devido a problemas de saúde. Do outro lado, a decisão marcava o último jogo da carreira de Van der Sar, veterano goleiro de 40 anos, jogador que mais jogou pela seleção holandes, e que estava há seis temporadas no clube inglês.

Os primeiros 10 minutos de jogo, ao contrário do que muitos esperavam, o Manchester começou no ataque, apostando na velocidade de Rooney, mas muitas vezes ficando em linha de impedimento. Após isso, as coisas voltaram ao normal, e o F.C. Barcelona passou a jogar no futebol arte, tocando bola com cuidado, e esperando a hora certa de chegar com perigo. Rapidamente, o time  catalão chegou a ter 66% de posse de bola.

Assim, aos 26 minutos, o Barcelona abriu o placar: Xavi recebeu no meio-campo, arrancou em velocidade, e deu um passe perfeito para Pedro na entrada da área, que só fez completar para o fundo do gol. Festa da torcida do time espanhol, e apreensão da torcida do Manchester...

Parecia que o Barcelona continuaria a manter o jogo no mesmo ritmo. Mas, após uma trapalhada do time espanhol, aos 34, com Rooney, após passe do também veterano Ryan Giggs. Era uma balde de água fria para o time adversário, que era superior na partida.

Aos 43, quase o segundo do Barcelona. Messi tocou para Villa completamente livro, mas este não conseguiu completar para o fundo das redes.

No segundo tempo, o Barcelona continuava melhor na posse de bola. E acabou ficando a frente do placar logo aos 8 minutos: Messi arriscou uma bomba, a bola pegou efeito, enganando Van der Sar. Festa da torcida catalã! Curiosamente, este foi o primeiro gol de Lionel Messi em território inglês.

E, aos 23, o gol que "mataria" a partida. Messi, na sua genialidade, passou para Busquets, que deu um passe perfeito para Villa marcar um belíssimo gol, com a bola entrando de fora para dentro do gol! 3 x 1 Barcelona, placar praticamente irreversível...

O Manchester ainda tentava diminuir a diferença, mas não criava jogadas de perigo. Antes do fim, Guardiola tirou Daniel Alves para a entrada de Puyol. Depois, foi só esperar o apito final e correr para o abraço... Na cerimônia de premiação, o capitão do time espanhol durante toda a temporada recebeu a faixa de capitão das mãos de Xavi para ter o privilégio de levantar mais um caneco para o Barcelona(havia levantado em 2006 e 2009), mas este, preferiu passar a faixa para Abidal, num belo gesto de solidariedade.

Festa em Barcelona! O time homônimo da cidade é campeao europeu pela quarta vez! E vai brigar pelo bicampeonato mundial em Dezembro...

Abaixo,o link com os gols da partida:

http://www.youtube.com/watch?v=YEOCGpi6DYU

terça-feira, 24 de maio de 2011

Piratas do Caribe- Navegando em Águas Misteriosas

Os filmes da agora quadrilogia "Piratas do Caribe" são baseados no brinquedo homônimo da Disney. O primeiro filme da série, "A Maldição do Pérola Negra", foi lançado nos cinemas em 2003, e foi, inesperadamente um sucesso de crítica e bilheteria, arrecadando mais de US$ 654 milhões mundialmente, sendo indicado a 5 Oscars, inclusive Johnny Depp para melhor ator. Vale ressaltar que o último filme sobre pirataria, lançado em 1995, foi uma decepção para o público.

Em 2006, o filme ganhou uma continuação, "O Baú da Morte", que apesar de não ter recebidos tantas críticas positivas quanto o anterior, com elogios aos efeitos especiais e críticas ao enredo e a duração. Apesar disso, o filme bateu vários recordes nos primeiros dias de exibição, e mais tarde, se tornando o terceiro filme da história a ultrapassar a marca dos US$ 1 bilhão de bilheteria mundial.

Rodado simultaneamente ao segundo filme, "No Fim do Mundo" foi lançado 6 meses depois do antecessor, estreando em maio de 2007. As críticas mais uma vez foram variadas, porém o filme foi um enorme sucesso de bilheteria, sendo indicado aos Oscars de Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Visuais.

Abaixo, minhas considerações sobre o quarto filme da série:

O filme consegue ser superior ao segundo e ao terceiro filme da série, com uma duração inferior aos dois antecessores, com boas atuações de Depp, Rush e ótimas dos estreantes Ian McShane como Barba Negra e Penelope Cruz como Angelica. Vale ressaltar que as cenas com Cruz são mais "lights" do que as tradicionais na série, já que a atriz na época das filmagens estava grávida do ator Javier Bardem.

No decorrer do filme, vemos uma péssima fotografia quando o filme se passa à noite, pois o cenário se torna bastante escuro(mais do que já é) e acaba prejudicando bastante a visão do espectador. Quanto as sereias, que durante os trailers fizeram um grande marketing, aqui no filme, só ficam cerca de 20 minutos em cena, só servem para apaixonar o coração dos solitários espectadores, arrastar um ou outro pirata para o fundo do mar, e vale ressaltar a péssima atuação de algumas "sereias", já que muitas das atrizes escaladas são modelos, e não são boas atuando. Vemos, na tentativa de esquecer Will Turner e Elizabeth Swann, personagens de Orlando Bloom e Keira Knightley respectivamente, o amor proibido entre Philip, um religioso e a sereia Serena, onde ambos não convencem na atuação, e a atriz Astrid Bergès- Frisbey, por ser francesa, não fala mais do que duas palavras em inglês e fazer caras e bocas em cena.

No decorrer do filme, é explicado o que aconteceu ao lendário navio Pérola Negra, considerado o mais veloz do Caribe, e a resposta é bem, acredite se quiser...(algo impossível do ponto de vista lógico), explicando o que levou Barbossa a deixar a pirataria de lado(mas na realidade não é bem assim) e os segredos sobre Angelica.

O final do filme pode deixar alguns fãs muito satisfeitos, e outros revoltados e surpresos com a revelação bombástica do final, que achei totalmente desnecessária para a série.

Enfim, o quarto filme da série, apesar de ser corrido demais, devido ao curto tempo de duração em comparação aos anteriores, mostra que não importa o que façam ou o que digam, a franquia sempre terá um boa recepção do grande publico. O filme diverte, ri, espanta, emociona e também frustra, decepciona, empolga os fãs, que já estão ansiosos pelo quinto filme da série, que não deverá ter ligação com os acontecimentos deste.

OBS.: Não saia da sala, pois como nos filmes anteriores, há uma cena após o fim dos créditos.

Nota atribuída ao filme: 8

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Treze campeão paraibano 2011?

Ontem, domingo, o Treze empatou novamente com o arqui-rival Campinense e acabou se sagrando "campeão paraibano de 2011" sem precisar disputar a decisão do campeonato, já que havia terminado em primeiro lugar na fase de grupos, e segundo o regulamento estranho e inovador da "grande" FPF, se o campeão do quadrangular decisivo for o time melhor colocado desse grupo, é declarado automaticamente campeão.

Mas, os trezeanos não deveriam sair por aí comemorando o "título" de imediato. O Botafogo Futebol Clube, tradicional time da capital paraibana, ainda rege recurso na Justiça contestando a arbitragem do campinense Jefferson Rafael, no último jogo realizado entre Botafogo x Treze, em que o time do Planalto da Borborema venceu por 4 x 0, e como tinha melhor campanha, acabou se classificando.

O Botafogo acusa a FPF de corrupção, de ter "comprado"  o árbitro, que supostamente favoreceu o jogo para o time de Campina Grande, já que, segundo a diretoria do time da Capital, deixou de marcar dois pênaltis legítimos que com certeza mudaria o resultado final, e acabaria por classificar o alvinegro pessoense. A diretoria alvinegra também acusa o time do Treze F.C. de simular a contusão de um jogador, e obrigar o árbitro a acabar a partida antes do 90 minutos, já que a regra diz que o número mínimo de jogadores permitidos em campo é de 15 homens, e já haviam sido expulsos 6 jogadores, após confusão generalizada momento após o quarto gol do Treze, onde o marcador, ao comemorar o gol, teria imitado gestos de uma metralhadora em direção a torcida adversária. O treinador do Botafogo, em um atitude lamentável, mas correta, segundo os botafoguenses, agrediu o árbitro e acabou sendo levado à delegacia.

O Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba,(TJD-PB), deu provimento satisfatório ao Botafogo, o que causou a suspensão provisória do campeonato paraibano, mas o Treze acabou cassando a liminar com recurso impetrado no STJD.

A torcida do Botafogo, revoltada com o longo tempo em que Rosilene Gomes está na presidência da FPF, postou o tag "#forarosilene" no "Twitter", que acabou alcançando o primeiro lugar nos trend topics(TT's) nacional. A torcida alega corrupção, como compra de árbitro no jogo citado acima. Rosilene aumentou ainda mais a polêmica, quando antes de conceder uma entrevista para uma TV local, acabou por falar que "marginal gostava de aparecer", em uma crítica (muito) infeliz aos torcedores do Botafogo F.C. que vieram protestar pacificamente do lado de fora da sede, no dia seguinte ao jogo.

Ao Botafogo, ainda resta tentar a Justiça Comum para reverter e mudar a história do Paraibano 2011, ou simplesmente, caso não aconteça o desejado, se preparar para a Copa Paraíba de logo mais.


Quanto à Rosilene e a FPF, acho que é hora de renovação, já que a mesma está há 22 anos no poder, seu antecessor foi seu marido, e a mesma deveria dar a oportunidade a outro para chefiar a Federação Paraibana de Futebol, e que nossa amada Paraíba possa voltar a ter um futebol de orgulho para seus conterrâneos, sendo visto apenas pelos seus pontos positivos, e que, se o mesmo for destaque na mídia nacional, que seja para exaltar o feito das nossas equipes, tal qual na época em que o Treze chegou a semifinal da Copa do Brasil de 2005, quando o Campinense garantiu o acesso a série B em 2008 e quando o Botafogo eliminou o vice-campeão Vitória esse ano. Manchetes como a da confusão no Treze x Botafogo, mostrando claramente o lado negativo do futebol paraibano, espero que nunca mais volte a se repetir!

Amargo começo para o tricampeão

O ano era 2009, e o Fluminense Football Club tinha apenas 18 pontos em 27 rodadas num total de 38 no Campeonato Brasileiro. Os matemáticos, diziam que o time tinha 99% de chances de rebaixamento. Os jornalistas, diziam que já caiu. Os torcedores de times rivais zoavam, zoavam e zoavam... O Tricolor das Laranjeiras teria que vencer 7 partidas e empatar ao menos uma, para escapar da série B. E, o milagre veio...

Foi no Couto Pereira, estádio em que o mandante do jogo comemorava 100 anos de vida, e precisava apenas de uma vitória para escapar de um vexame histórico. Do outro lado, para o Fluminense, um empate bastava. E, ao apito final, o time visitante conseguiu o improvável. A torcida do Coritiba, incorformada, invadiu o campo, em atos deploráveis, vergonhosos de vandalismo, virando uma verdadeira batalha campal. Após tudo isso, o Fluminense ficou conhecido como "time de guerreiros".

Em 2010, o treinador Cuca, um dos grandes responsáveis pela permanência na Série A, foi demitido por justa causa após a classificação na Copa do Brasil(sim, classificação). A diretoria resolveu investir em Muricy Ramalho, técnico tricampeão brasileiro com o São Paulo F.C. , considerado o "rei dos pontos corridos". E, durante 23 rodadas, como dizia Nelson Rodrigues, "o Fluminense sempre era o líder por uma semana".

A última rodada era no dia 5 de dezembro. O Flu, líder, só precisava de uma vitória para levantar o caneco após 26 anos, e superando várias lesões de jogadores considerados peças-chaves do time, sagrou-se tri do Brasil com um gol de Emerson, com a bola passando nas canetas do goleiro adversário, cobrindo nosso país de grená, verde e branco.

Título conquistado, Libertadores a vista, treinador tetracampeão brasileiro no banco, jogadores de nome como Fred, Deco e Emerson a disposição,e chegada de mais alguns jogadores, o Fluminense tinha tudo para fazer um ano inesquecível. Mas, ficou só no papel.

Primeiro, péssima campanha na primeira fase da Libertadores, e Muricy Ramalho pede demissão após um "Fla-Flu", alegando impossibilidade de se continuar trabalhando nas Laranjeiras por falta de estrutura, chegando até mesmo a afirmar que havia ratos no vestiário. Isso causou bastante irritação no recém empossado presidente Peter Siemsen, que já havia demitido o vice de futebol Alcides Antunes.

Assim, a diretoria resolveu apostar em Enderson Moreira, ex-auxiliar técnico de Abel Braga no Internacional, enquando o técnico campeão do mundo não chegava de seu time no Qatar.

Na última rodada da Libertadores, contra o Argentino Juniors, o Fluminense precisava vencer por dois gols de diferença, na casa do adversário, precisando secar o Nacional-URU. Para piorar, Emerson, herói do tri, foi afastado por atos de indiscipina, causando calafrios na torcida, já que a mesma achou que poderia afetar o desempenho da equipe. Mas, no fim, o que aconteceu foi uma vitória épica por 4 x 2, com o gol da classificação aos 43 do segundo tempo.

Nas oitavas, bom resultado em casa e vitória por 3 x 1 em cima da Libertad, time com a segunda melhor campanha da fase de grupos e até então invicto. Mas, no Defensores del Chaco, o Flu levou de 3 x 0, com o time todo na retranca, grande erro de Enderson Moreira, e acabou dando adeus de forma melancólica a mais importante competição das Américas.

Agora, é hora de apostar as fichas e tentar o tetra no Brasileiro, mas, pelo jeito depois de ontem Abel Braga, quando chegar não terá vida fácil. Ao invés de escalar Souza para dar mais ofensividade a time, escalou Diogo, que é volante, para melhorar a defesa, que já contava com a volta de Leandro Euzébio, e assim Edinho havia retornado para sua posição de origem. O jogo, atuação pífia de Conca, principal jogador do time, e de todos os outros, e fomos derrotados pelo hexacampeão brasileiro por 3 x 0.


Para a torcida, a paciência acabou. Só nos resta esperar por Abel, na esperança de reencontrar o caminhos das vitórias...

Começou Roland Garros 2011

O tênis no Brasil ainda não é um esporte popular como o futebol, que a cada jogo decisivo atrai multidões ao estádio onde o jogo será realizado, dá muita audiência para os canais televisivos e é algo indiscutível como política e religião. Esse esporte no nosso país, só ficou mais popular após o catarinense Gustavo Kuerten vencer o Grand Slam de Roland Garros, em Paris, somando pela primeira vez dois mil pontos na carreira, e mais tarde, ganhar mais duas vezes este mesmo torneio, e, no ano 2000, se tornou o único tenista a vencer Pete Sampras, vencedor de 14 Grand Slams, 5 Masters Cup(atual ATP Finals), 11 Masters Series(atuais Masters 1000) e 34 ATP Tour(o equivalente aos atuais ATP 250 e 500) e Andre Agassi, outro multicampeão num único torneio, e de quebra, se tornou o primeiro brasileiro a ser o número 1 do ranking de entradas da ATP.

Os anos foram passando, e em 2005, o então desconhecido jovem tenista espanhol Rafael Nadal, com apenas 17 anos, surpreende o então número 1 Roger Federer na semifinal e Mariano Puerta na decisão e levanta seu primeiro troféu de Grand Slam. O feito viria a se repetir de 2006 a 2008, sempre o espanhol contra o suíço Federer na decisão, com destaque para 2008, em que teve direito até a "pneu"(set vencido por 6/0).

Em 2009, Nadal, que nunca havia perdido dois sets na terra batida de Paris, foi surpreendido por Robin Soderling, e sofreu sua primeira derrota no torneio, e Roger Federer mais tarde, depois de bater na trave por 3 anos, enfim sagrou-se campeão e conquistou o Career Slam(vencer os 4 Slams da temporada, mesmo que em anos diferentes). Só Federer, Nadal, que conseguiu em 2010 vencendo o US Open, e mais outros 6 tenistas conseguiram tal feito, com destaque para Rod Laver, o único a vencer os 4 numa mesma temporada.



Em 2010, Nadal deu o troco em Soderling, e sagrou-se pentacampeão, chegando bem perto do sueco Bjorn Borg, maior campeão do torneio, com 6 títulos.

2011
Neste ano de 2011, Nadal terá bastante trabalho para conquistar o hexa. Apesar de ter alcançado todas as finais de Masters 1000 esse ano, venceu apenas uma em Monte Carlo, e em todas as outras, foi derrotado pelo sérvio Novak Djokovic, que já venceu 40 partidas consecutivas na temporada, chegando perto de igualar o feito de John McEnroe, com 46 tentos. Djokovic já passou por Nadal 4 vezes, 3 vezes por Federer, 2 vezes por Andy Murray, este último o único que até o momento chegou mais perto de derrotar o sérvio, e venceu 4 Masters 1000, o Australian Open e dois ATPs 250 esse ano(de forma consecutiva).

Caso a final seja, assim como em Indian Wells, Miami, Madrid e Roma, entre Nadal x Djokovic, o espanhol terá que aprimorar bastante seu backhand, que atualmente só está servindo para passar a bola para o outro lado da quadra, o saque, que não é mais aquela arma de destruição em massa do US Open 2010, e precisa arriscar mais, atacar mais, já que está jogando muito na defensiva, encurtando as bolas, e facilitando as pancadas de fundo de quadra do sérvio.

Mas, devemos sempre ficar de olho em Roger Federer, recordista de 285 semanas consecutivas como número 1 do ranking, maior vencedor da historia de Grand Slams(16 títulos), pentacampeão de Wimbledon, do US Open e tetra do Australian Open. Devemos prestar atenção também em Andy Murray, que mesmo não sendo especialista no saibro, mostrou que também pode ser perigoso nesta superfície, e também em David Ferrer, grande especialista no saibro, e até mesmo em Thomaz Bellucci, que surpreendeu em Madri ao eliminar Murray, Berdych, 7º do ranking e tirar um set de Novak Djokovic na semifinal.


Espero que ao longo desses 15 dias de competição, cada jogo seja um jogo para ser lembrado por muito tempo, com pontos fantásticos, polêmica, emoção, suor e claro, Gran Willys.