terça-feira, 16 de outubro de 2018

Breve análise sobre o 1º turno das Eleições

Não há como negar que Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Mas ele e seu partido mergulharam na corrupção, e o povo brasileiro acordou. Este ano, fizeram uma sucessão de trapalhadas na campanha presidencial, tornando a prisão de Lula um ato político e assimilando Haddad a ele a todo momento. Por orgulho, Lula não quis abdicar de uma candidatura própria e negou uma aliança com Ciro Gomes.
A eleição ainda não acabou, mas uma virada é praticamente impossível. O PT e PSDB vão morrendo abraçados no seu próprio orgulho e sede de poder. Não estou feliz com o resultado que está por vir, mas compreendo. Só espero que o Capitão respeite a história do país, a Constituição, a democracia e não propague o ódio.
Quanto a PB, parabéns a todos meus conterrâneos por não reelegerem Cássio Cunha Lima, um político das “velhas oligarquias” que votou contra o povo diversas vezes no Senado, e ainda defendia Aécio Neves quando este era bombardeado por denúncias de corrupção. O povo não é bobo, meu caro!
João Azevedo foi eleito hoje no 1º turno, espetacular o trabalho de Ricardo Coutinho no governo do estado, acabou com as oligarquias e se firmou de forma isolada como o principal político do estado. Que seu sucessor continue o seu legado e a PB continue crescendo...

Quanto à José Maranhão, com seus 85 anos e com todo o respeito, acho que chegou a hora de parar...

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Crítica de "Guardiões da Galáxia - vol. 2"


No ano de 2014, Guardiões da Galáxia estreava nos cinemas sem muito alarde. Até mesmo entre os fãs de quadrinhos, o grupo que tinha entre seus membros um guaxinim e uma árvore falante eram poucos conhecidos, fazendo parte do Lado B ou até mesmo C da Marvel. Mas, de forma surpreendente, acabou sendo um dos melhores filmes da Casa das Ideias até aqui, mais uma vez com personagens carismáticos, mundos (muito) coloridos e feito por um diretor de filmes “B”.

Agora, 3 anos depois, e 6 meses após o eventos do 1º filme, o quinteto formado por Peter Quill (Chris Pratt), Zoe Saldaña (Gamora), Rocky (voz de Bradley Cooper), baby Groot(voz de Vin Diesel) e Drax (Dave Bautista) continuam nas suas missões pela galáxia, ainda em busca do pai do protagonista. Vivido muito bem por Kurt Russell, Ego (não poderia ter um nome mais pertinente) tem uma participação mais importante do que se imaginava, e sem dúvidas é um dos vilões mais intrigantes do MCU até aqui.

Desta vez, personagens sem muito desenvolvimento no anterior, como Drax e Rocky, têm suas próprias subtramas, e também Yondu (Michael Rooker), com uma participação maior e fundamental. Karen Gillan (Nebulosa) e Pom Klementieff como Mantis completam o elenco. 

O longa trata um debate sobre a paternidade e o real significado desta palavra, e também sobre a família em geral. O diretor e roteirista James Gunn trouxe de volta o que deu certo no original, adicionando mais músicas dos anos 80 à trilha sonora, e com o aumento do apelo do longa, houve também um aumento no orçamento, e podemos dizer que temos o filme mais bonito da Marvel visualmente, com você ficando tentado a pausar o filme apenas para admirar sua fotografia e efeitos visuais.

Baby Groot sempre rouba a cena, trazendo todo um ar de inocência com seu vocabulário limitado. Drax, ainda com dificuldades no entendimento de metáforas, está mais “escrachado” do que nunca, com Rocky ainda sem papas na língua, e Gamora e o Senhor das Estrelas com cada vez mais sintonia.

Com a participação especial de Sylvester Stallone e outros renomados atores, o filme é um fan service completo, com vários easter eggs, e 5(!) cenas extras, trazendo um novo personagem muito esperado pelos fãs, e abrindo de vez as portas para a Guerra Infinita que está para chegar...

“Guardiões da Galáxia vol. 2”, como todo bom filme da Marvel, tem humor (às vezes um pouco fora do tom), aventura, ação, drama, críticas à nossa cultura, e os mais diversos tipos de problemas que passam uma família. A Fase 3 da Marvel segue a todo vapor, e como não poderia deixar de ser, “os Guardiões retornarão”.


Nota: 9

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O início, a redenção e o sonho

Tudo começou no ano 2000, mais especificamente no dia 15/03, então às vésperas de completar 6 anos de idade, uma data especial na família, minha primeira lembrança no Almeidão. O Botafogo - PB enfrentaria o Vasco pela Copa do Brasil daquele ano. Apesar do placar adverso de 3 x 1, logo na minha "estreia" pude prestigiar o primeiro gol do Belo com meus próprios olhos. E era só o início de uma grande história... 

Os anos passavam, as idas ao estádio foram tornando-se mais frequentes, sempre na companhia do meu pai. O ano de 2003 foi o primeiro realmente marcante, no qual brigamos pra subir pra série B até a última rodada, com um grande time com jogadores como Durval, Nilson Sergipano, Lamar e Demétrius. O jogo contra o Campinense pelo quadrangular final foi especialmente marcante porque o gol só saiu aos 42' do 2º tempo e o Almeidão estava lotado de um jeito que eu nunca tinha visto antes. No fim, o acesso não veio, mas o sentimento ficou ainda mais forte. 

Em 2006, outras boas lembranças da final do estadual, no qual não levamos devido à arbitragens extremamente duvidosas em favor de um certo time de CG. Então, de 2007 a 2013 foram dias para serem esquecidos. 6 longos anos sem calendário, elencos fracos, baixo público no estádio, e motivos de zombaria dos rivais... 

Mas o Belo é gigante, e em 2013 nós renascemos. Na batuta de Marcelo Vilar, ganhamos o estadual depois de 10 anos de espera, com um 3 x 0 inesquecível no Amigão, num daqueles jogos pra história, onde precisávamos vencer por dois gols de diferença, e estes só saíram após os 20 minutos da segunda etapa... Infelizmente não pude viajar a CG, mas acompanhei pelo rádio e todos sabemos a angústia que é. No fim, pude soltar o grito que estava há 10 anos entalado. E como 2013 era mesmo pra ficar na história, ainda nos estava guardado o primeiro título nacional da nossa história, que veio no dia 02/11, com um gol aos 46' do 2º tempo de Rafael Aidar, diante de mais de 25 mil torcedores na nossa casa! O Belo havia renascido, o futebol da nossa capital respirava outra vez! 

Continuamos crescendo, no ano seguinte eliminamos um time de série A na Copa do Brasil, fomos bi estaduais e resgatamos o respeito dos rivais... 

Hoje, 28/09/2016, o Belo completa 85 anos de existência. Numa das semanas mais importantes da sua história. Estamos a apenas 2 jogos da tão sonhada série B. Viria pra coroar nossa longa caminhada de redenção, coroar o trabalho de Itamar Schülle e jogadores que já escreveram seu nome na nossa história, como Warley, Plínio, Marcelo Xavier, Michel Alves e muitos outros. Coroar o trabalho da diretoria que se uniu em nome de um bem maior. Coroar a paixão de toda uma cidade, de todo pessoense. Rumo à série B e um BELO dia! Feliz aniversário, Botafogo FC! Estamos juntos!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Crítica de "A Bruxa" (2015)



Se você está planejando adentrar na sala de cinema na expectativa de que vai ver mais um filme assustador, com mortes sangrentas, sustos deliberados e uso abusivo de CGI, passe longe! “A Bruxa” é um terror de arte, no qual vai soltando elementos no decorrer da trama, até chegar a um clímax apavorante, assim como vimos nos clássicos “O Exorcista” e “O Bebê de Rosemary”.

Estamos na Nova Inglaterra, EUA, em 1630, onde uma família camponesa muito pobre vai morar nos arredores de uma floresta, e seu filho caçula é seqüestrado. Esta família, formada por fortes valores cristãos, atribuem o desaparecimento a uma bruxa que vive na floresta.

O longa acerta em representar muito bem a época, seja nas vestimentas ou na linguagem, com o uso de palavras em desuso como “vós” e “sois”. O diretor estreante Robert Eggers, com um orçamento de apenas US$ 3,5 milhões em mãos, e que foi premiado no Festival de Sundance, prefere se utilizar da luz natural e de velas nas cenas, dando uma fotografia limpa e um tanto sombria à noite. O elenco, então desconhecido, possui atuações surpreendentes, em especial de Anya Taylor Jay, que interpreta Thomasin, e Harvey Scrimshaw, o garoto Caleb, que nos entregam atuações perturbadoras, como se fossem veteranos no gênero do terror.

Com uma narrativa lenta, o que pode incomodar quem está acostumado a filmes como “Invocação do Mal”, por exemplo, o diretor vai explorando aos poucos a convivência da família, onde a fé exacerbada acaba culminando em um série de acontecimentos que mudará o rumo desta para sempre. Até um certo ponto, suspeitamos que a bruxa não é real, até chegarmos a uma reviravolta na trama e tudo ficar claro (ou nem tanto assim).

Há poucas cenas assustadoras de fato, mas o suspense está sempre presente, seja na floresta, ou até mesmo dentro de casa, naquele clima melancólico de um jantar a luz de velas, e muitas vezes pelo silêncio total ao redor da casa.

Realmente existe uma bruxa na floresta? O que é o pecado e quais as consequências de cometê-lo, do ponto de vista de uma simples família camponesa do século XVII? É por esse meio que o filme é guiado, deveras ignorante, mas totalmente pertinente com a época, visto que a Idade Média e a Inquisição ainda era algo recente, e alguns anos adiante ocorreu o julgamento das Bruxas de Salem.

Os minutos finais são simplesmente apavorantes. Tudo foi bem construído até chegar ao clímax, e este te fará ficar grudado na cadeira, apenas apreciando o desfecho desse excelente filme, que, repito, não é para um público qualquer. Se você está familiarizado com Regan MacNeill, com o vampiro Nosferatu e outros filmes de terror antigos, seja bem vindo, o velho terror ainda vive! Você certamente verá o melhor filme de terror em muito tempo! E se você tiver uma casa no campo e vir um bode andando por aí, recomendo não trazê-lo para casa...



Nota: 9

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Crítica de "Star Wars - O despertar da força"

"Há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante..."






No ano de 1977, “Star Wars” estreava no cinema. Dirigido por um tal George Lucas, contava a história de um jovem chamado Luke Skywalker que descobre que sua vida está diretamente ligada ao Império Galáctico. Sucesso absoluto nos cinemas, ganhou duas continuações, se tornou uma saga essencial para a história do cinema e ganhou uma legião de fãs. Em 1999, treze anos após o esperado, ganhou o primeiro episódio, e nos anos seguintes, as continuações subseqüentes, que não mantiveram o nível da trilogia original. O gungan Jar Jar Binks foi considerado o personagem mais odiado da história do cinema, e Darth Vader, por outro lado, o mais icônico dos vilões.

Em 2012, a LucasFilm foi vendida para a Disney por um valor astronômico, e resolveram continuar a história de Luke Skywalker nos cinemas, para grande surpresa e também apreensão de todos. Com o tempo passando, a expectativa foi aumentando, até atingir o patamar de “filme mais aguardado de todos os tempos”, e, 3 anos depois, esta espera terminou. O sonhado 7º episódio estreia nos cinemas, e que filme, meus amigos, é tudo que todos nós estávamos esperando...

Dirigido por J. J. Abrams, de “Missão Impossível 3” e do excelente reboot de “Star Trek”, outra icônica saga de ficção científica, e roteirizado pelo próprio junto com Lawrence Kasdan, o roteirista de “O Império contra ataca” e “O Retorno de Jedi”, o longa se passa 30 anos após virmos Luke Skywalker, Han, Leia, Chewie e outros pela última vez. Estão de volta o elenco original, com Mark Hamill, a lenda Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Mayhew, entre outros. John Williams, o criador da inesquecível trilha sonora, também está de volta.

Vader e o chanceler Palpatine se foram, mas o antigo Império, agora chamado de Primeira Ordem, controla a galáxia através de Kylo Ren, um Cavaleiro de Ren que, como qual, idolatra Darth Vader e os Sith. É um personagem complexo, ambíguo, vivido muito bem por Adam Driver. É uma figura trágica, tentando buscar seu lugar no mundo, e ainda jovem, por isso demonstrando as características personalidades de alguém da sua idade. A Aliança Rebelde, agora chamada de Resistência, é liderada pela agora General Leia Organa, que busca reencontrar seu irmão desaparecido, Luke Skywalker, o que é de fato o maior mistério do filme.

Os novos personagens, vividos por John Boyega e Oscar Isaac, estão muito bem representados. O primeiro, Finn, um ex Stormtrooper renegado, como já mostrava o trailer, também busca seu lugar no mundo. É um personagem carismático, que pouco sabemos de seu passado, e também o alívio cômico do filme, demonstrando maturidade e infantilidade em algumas cenas. Poe Dameron, interpretado por um ator de ascendência latina, é considerado o melhor piloto da galáxia e também tem uma função bem estabelecida na trama. Interessante notar que as chamadas minorias étnicas ganharam lugar de destaque no filme, o que lamentavelmente, foi motivo de protestos de fãs mais radicais. E claro, temos Rey, vivido pela jovem inglesa Daisy Ridley. É uma personagem interessantíssima com personalidade forte, cativante, e assume o protagonismo aqui. A atriz se entrega de corpo e alma a personagem, e sem dúvidas, temos uma das personagens femininas mais icônicas do cinema, para deixar as feministas em polvorosa. Não seria exagero nenhum deixá-la no mesmo patamar de Sarah Connor e da Imperatriz Furiosa, por exemplo...

O filme também tem uma inevitável sensação de nostalgia, aos revermos a dupla Han e Chewie juntas outra vez a bordo da Millenium Falcon, assim como os queridos R2-D2 e C-3PO e a princesa Leia. Temos também a adição do robô BB-8, que mais parece com uma bola de futebol, uma idéia do diretor J. J. Abrams que certamente serve pra atrair o público infantil. Temos também participação especial de Lupita Nyong’o e o mestre das capturas de movimento, Andy Serkis. Não posso adentrar nos personagens destes, mas basta dizer que são ambos de bastante importância para a trama. A Capitã Phasma, interpretada por Gwendoline Christie, de “Game of Thrones”, tem pouco a mostrar, apesar da grande divulgação que sua personagem teve.

Deixando de lado o CGI exagerado de George Lucas, Abrams aposta na simplicidade e efeitos visuais aqui, tornando a fotografia belíssima e remetendo ao estilo da trilogia original, como o deserto de Jakku, filmado num deserto real, situação parecida com o que fez George Miller em “Mad Max – Estrada da fúria”.


Com diversas referências aos filmes anteriores da saga, até podendo dizer que serve de continuação e reboot, o sétimo episódio devolve à saga o que faltou nos três primeiros episódios, e com bastante humor, as vezes até um pouco exagerado, talvez em virtude do efeito Disney, mas que não compromete no geral. Temos cenas emblemáticas, drama, mistério, reviravoltas, revelações chocantes e claro, a boa e velha luta de sabres de luz, com uma conseqüência importante para o futuro da saga. Muita coisa é explicada, mas ainda fica muito em aberto, mostrando a extrema confiança que a produção tem na história, e ainda há muito pra ser contado... A Força despertou, melhor do que nunca, e é o filme que todos nós estávamos esperando!  Que esteja com todos nós! 

Nota: 10

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Capítulo 44



Rafael Nadal e Novak Djokovic se enfrentarão pela 44ª vez nas quartas de final de Roland Garros. Tal confronto tão precoce só se tornou possível devido ao ano abaixo da média do espanhol, que despencou no ranking e iniciou o Slam francês como cabeça número 6. O sérvio é claramente favorito pelo que vem fazendo até aqui, apenas 2 derrotas em todo o ano, com títulos na Austrália, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Roma. Já o espanhol venceu apenas o ATP 250 de Buenos Aires.

Chegou a hora da verdade para o líder do ranking. Após bater na trave  e ficar com o vice em 2012 e no ano passado, Nole tentará dar o próximo passo rumo ao Career Slam e se igualar ao próprio Nadal, Federer, Agassi e Laver, os outros que conseguiram o feito de vencer os 4 Majors do circuito. O líder do ranking pode também chegar ao seu 9º Slam e ultrapassar Andre Agassi. Já Nadal tentará chegar a semi rumo ao seu 10º título em Paris, o que seria um recorde absoluto e aparentemente inalcançável. O retrospecto do “Touro” é de incríveis 70-1 na capital francesa.

O tenista de Belgrado terá que controlar seus nervos se quiser triunfar dessa vez, pois em 2012 e no ano passado sucumbiu no aspecto mental, tendo inclusive cometido dupla falta no match point em ambos os anos e culpado a torcida. No último ano, até largou na frente, mas Nadal se superou e conseguiu uma virada improvável. Se manter a regularidade que vem mostrando durante todo o ano poderá dar um presente de grego ao adversário, que comemora 29 anos nesta quarta-feira.

O atual campeão terá que buscar seu melhor tênis, como o próprio admitiu após a vitória sobre Jack Sock em 4 sets. Hoje, ele foi levando o jogo, e no momento de fechar, bobeou e acabou cedendo o set, só fechando após mais de 2 horas e meia de partida. Neste ano, está com o 1º serviço abaixo da média e baixo aproveitamento nos break points. Hoje, converteu apenas 8 de 20.

O retrospecto mostra 23 x 20 para Nadal, com Djokovic tendo vencido 5 das últimas 6, 2 delas no saibro. Nesta superfície, o retrospecto é de 14 x 5 para o espanhol.  

Podemos esperar aquele confronto emocionante de sempre, de dois grandes competidores com longas trocas e decidido no detalhe. Será a vez do número 1 do mundo ou o Rei do Saibro ainda não perdeu a majestade? Aguardemos...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Crítica "Vingadores - Era de Ultron"



Três anos depois do “maior filme de super-herói de todos os tempos”, como diz a própria sinopse do longa, Vingadores Era de Ultron chega aos cinemas para fechar com chave de ouro a Fase 2 da Marvel. O universo cinematográfico da Marvel que começou em 2008 com “Homem de Ferro” segue em passos firmes rumo ao gran finale que será mostrado em Guerra Infinita, previsto para sair em 2018.

Todo o elenco do original está de volta, inclusive o diretor Joss Whedon, que também escreve o roteiro. Na trama, quando Tony Stark tenta criar um programa de inteligência artificial de paz mundial, algo dá errado e os Vingadores terão de vivenciar uma aventura global para enfrentar o vilão Ultron. Mudanças a parte em relação as HQ, o roteiro de Whedon está mais maduro, mas ainda conta com as piadas, algumas ainda desnecessárias. O primeiro ato do filme parece um pouco apressado, pois de imediato já somos lançados a ação em Sokovia, sem nem ao menos uma explicação de como descobriram o último refúgio da HIDRA. O surgimento do Ultron, vivido através de captura de movimento brilhantemente por James Spader, é muito rápido, de uma forma superficial que dá uma sensação que poderia ser melhor explorada.

As caras novas, os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff, aqui chamados de Aprimorados, pois o termo “mutante” pertence a Fox, estão bem caracterizados e têm as cenas de maior impacto do longa. Também podemos perceber que a semente da Guerra Civil foi plantada, e enfim temos uma explicação mais detalhada sobre as Joias do Infinito que está presente no Universo Marvel desde Capitão América – O primeiro vingador.

Do meio em diante, Whedon acerta a mão no roteiro, e com cenas de ação emblemática, explora o psicológico dos personagens através dos poderes da Feiticeira Escarlate, revelando seus maiores temores. Ultron é bastante ameaçador, mas também incorpora o bom humor oriundo do seu criador Tony Stark, que inclusive desdém das comparações com este.

O Hulk, vivido por Mark Ruffalo, é novamente bastante humanizado na trama, e seu breve romance com a Viúva no geral não acaba convencendo muito. Interessante é o personagem Visão, vivido por Paul Bettany, um ser de coração puro capaz de um feito que nenhum dos outros Vingadores havia conseguido. Como o próprio diz, é alguém inocente, mas extremamente poderoso.

O Gavião e a Víúva Negra, os únicos Vingadores que não tiveram filme solo, tem uma participação bem maior neste filme e uma humanização necessária para maior identificação com os mesmos.

Com participações especiais, pontas soltas para o futuro, alguns deslizes no roteiro, momentos de tristeza,humor, Stan Lee e uma reciclagem no time de super-heróis, Era de Ultron chega para fechar a Fase 2 da Marvel nos cinemas e preparar terreno para a Guerra Civil que trará mudanças drásticas a Tony Stark e companhia. A Marvel segue firme e forte no seu caminho. A DC que corra atrás...

OBS.: Há apenas uma cena extra no meio dos créditos. A suposta cena do Homem-Aranha é falsa!

Nota : 9