sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Indomável


A expectativa para o 33º “Fedal” era alta. O suíço em grande forma, tinha vencido com autoridade Tsonga e Murray e parece em forma bem melhor do que no ano passado. O espanhol, que vinha de título em Doha, mas que nas duas últimas partidas jogou mal devido a uma bolha na mão Para alguns, isto aumentaria as chances do suíço vencer, inclusive me deixou pessimista sobre as chances do líder do ranking.

A Federação Espanhola de Tênis agiu e levou à Austrália uma máquina que acelerasse o tratamento da bolha na mão do Nadal. A melhora foi bem considerável, jogou sem a proteção e apenas com um curativo. O suíço dizia estar confiante e com gás novamente para chegar nas bolas. Mas, o que vimos hoje foi mais do mesmo...

Com a evolução no tratamento da bolha, Nadal conseguiu sacar mais forte, jogar a bola mais funda e deixar Federer fora da sua zona de conforto. E não custa lembrar do “bloqueio mental” que o suíço tem contra o espanhol, pois novamente insistiu nas trocas de bola e subidas em horas erradas à rede e o resultado foi, novamente, muitos erros de revés do suíço e passadas certeiras do espanhol. Após salvar alguns break points, o jogo seguia quando o suíço errou um forehand fácil no 6/5 e 30-30 com Nadal no saque, não ficou difícil prever no que viria no tie break a seguir: o suíço sentiria o momento e Nadal levaria o set, e foi o que aconteceu.

Nos sets seguintes, como no primeiro set, Federer salvou alguns break points até enfim ser quebrado e aí, o número 1 do mundo tomou conta do jogo, fechou em 6/3, e sem grandes sustos, repetiu o placar na terceira parcial e avançou à 19ª final de Slam na carreira.

Um tem golpes “plásticos”. O outro, sobra raça. É aquele clássico de estilos diversos que nos acostumamos a ver, há 10 anos. Nadal consolida sua supremacia sobre o “maior da história”, título este que poderia ser contestado de um certo ponto de vista, pois o H2H é de 23 x 10 para Nadal, com 13 x 2 no saibro e 9 x 6 no sintético.

E para aqueles fãs mais radicais do tênis, é inegável que Rafael Nadal é um exemplo para todos nós. Nos ensina que você pode não ser o melhor de todos, mas que deve acreditar na sua capacidade, ter auto-confiança, e quando isso está em dia não há limites nem adversidades que o impeça de atingir seus objetivos. Já nos deu vários exemplos de superação em toda sua carreira, e já tem o seu lugar garantido entre as lendas do tênis e do esporte. Federer, outro grande exemplo de vencedor, mas que foi superado por um adversário não mais talentoso, mas digamos mais competente estrategicamente.


Domingo tem a final contra Stanislas Wawrinka. O suíço na sua primeira final de Major, nunca venceu Nadal nem sequer tirou sets. Mas vem de uma evolução impressionante desde o ano passado, e se o mental não atrapalhar teremos um grande jogo. Nadal luta pelo 14º Slam e igualar Pete Sampras em número de títulos de Slam. Com a melhora da bolha, deverá chegar a final ainda melhor da mão e propenso a jogar num nível ainda mais alto. O favoritismo do número 1 do mundo é inegável. O Touro Indomável contra o valente Stan, a partir de segunda o número 1 da Suíça. A final será domingo, provavelmente às 6:30 de Brasília. Até lá.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Stan, o justo


Stanislas Wawrinka foi, durante muito tempo, a sombra de Roger Federer no circuito. Sempre era chamado de número 2 da Suíça, e seus feitos, que não são pequenos, eram ofuscados por seu compatriota que costumava ganhar (quase) tudo.

Mas, em 2013, o mundo passou a ver o tenista de Lausanne de forma diferente. Com o péssimo ano do ex número 1 do ranking concomitantemente a grande evolução técnica que Wawrinka teve ano passado após contratar Magnus Norman como seu técnico, este se tornou mais agressivo, com seu backhand de uma mão mais mortal do que nunca e com um excelente saque. Já havia levado Djokovic ao limite na Austrália ano passado e no US Open em Nova York. Saiu na frente em ambos os jogos, com um 6/1 e 6/2 respectivamente, mas o sérvio conseguiu levar ao 5º set após ter 2 x 1 contra.

Percebe-se que faltou mental para fechar a partida. Hoje, a situação se inverteu. O sérvio saiu na frente, e o suíço mostrou muita raça para virar novamente pra 2 sets a 1. No quarto set, estávamos em 4/3 40-0 com número 8 do ranking no saque, mas uma sucessão de erros acabou fazendo este perder o serviço, e consequentemente Djokovic, que lutava pelo penta na Austrália e sem perder ali desde 2010, sacar pro set e fechar em 6/3. Mais uma vez o mental deixava Wawrinka na mão. Pra piorar, no 5º set, foi quebrado no terceiro game, e todos esperavam que fosse ladeira abaixo após isso. Mas, conseguiu devolver a quebra e o jogo foi seguindo até o 8-7, onde após um 30-30 no saque do sérvio, Djokovic cometeu 2 erros bobos e Stan conquistou sua merecida, justa vitória com juros e correção monetária.

Stan, que só tem 5 títulos na carreira, algo absurdo pro seu talento, vai enfrentar Tomas Berdych na semifinal. Os outros semifinalistas sairão hoje após os confrontos entre Nadal x Dimitrov e Federer x Murray. Agora, o espanhol número 1 do mundo é mais favorito que nunca ao bicampeonato em Melbourne e fazer história ao lado de Roy Emerson e Rod Laver ao ganhar ao menos 2 Slams ao menos duas vezes. E, de quebra, ainda pode igualar os 14 slams de Sampras e se aproximar dos 17 de Federer. Mas, para chegar lá, ainda faltam 3 jogos. Que tenhamos grande jogos como hoje!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O que esperar das quartas



Passada a primeira semana e as oitavas do Aberto da Austrália, sobraram apenas 8 jogadores na briga pelo título. 4 deles, pra variar, Djokovic, Nadal, Murray e Federer. Os outros são Berdych, Ferrer, Wawrinka e Dimitrov, os dois primeiros finalistas de Slam, e qualquer um destes pode dar trabalho aos “xerifões” do tênis. Vamos analisar jogo a jogo:

Djokovic x Wawrinka

O sérvio segue muito firme na luta pelo pentacampeonato em Melbourne, e se deu bem no sorteio pois pegou uma chave relativamente fácil e não teve problemas até aqui. O suíço, que perdeu apenas 1 set no torneio, foi jogador que mais evoluiu do ponto de vista técnico na temporada passada, fez 2 jogos memoráveis contra o seu adversário. Uma batalha de 5 horas no AO do ano passado, onde a vitória poderia ter ido pra qualquer um dos lados, acabou 12/10 no 5º set, de virada, para o então líder do ranking. No US Open, mais uma batalha de 5 sets, outra virada, com 6/4 no 5º set. Stan começou na frente em ambos, muito agressivo, mas na hora mais importante não teve mental para superar tão delicado momento e acabou sucumbindo. O retrospecto aponta 15 x 2 para o sérvio, e não será nenhuma surpresa se chegarmos a outro 5º set, mas acredito que o suíço estará nas semis.

Ferrer x Berdych

São dois grandes jogadores, esforçados, mas que estão um nível abaixo daqueles citados no primeiro parágrafo. O retrospecto é de 7 x 4 para o espanhol, apesar de considerar o tcheco mais jogador, pois possui um saque melhor e consegue dar mais trabalho a Nadal, Federer e os outros quando os enfrentam. Será um jogo de pancadas sem fim, onde acredito que o tcheco vencerá em 4 sets. Quem passar, dificilmente vencerá a semi se Djokovic for o adversário.

Nadal x Dimitrov

O namorado da Sharapova é um adversário trabalhoso para o espanhol, tirando sets em todos os 3 confrontos vencidos pelo número 1 do mundo. Não à toa, o búlgaro é chamado de “Baby Federer”, pela semelhança no modo de bater o backhand e forehand. Nadal terá de jogar bem mais do que jogou hoje contra Nishikori, caso contrário poderá se enrolar, já que o búlgaro é mais gabaritado que o japonês. O espanhol vem sacando bem, apesar de ter cometidos muitos erros nas oitavas, e vem sofrendo com uma bolha na mão que aparentemente não vai interferindo no seu desempenho. Deverá explorar o revés de uma mão do adversário. O búlgaro deverá vir muito agressivo, poderá roubar 1 set, mas nas horas mais importantes também poderá sucumbir no quesito mental.

Murray x Federer

Um clássico do tênis atual. A reedição da semifinal do ano passado, vencida pelo britânico em 5 sets. A primeira vitória do atual campeão de Wimbledon sobre o suíço num Grand Slam. Já havia batido na trave contra este adversário no US Open 2008, ficou com o vice no Australian Open 2010 e em Wimbledon 2012. Desde que Ivan Lendl passou a treinar o escocês, este evoluiu muito, tendo vencido 2 Grand Slams, e seu mental teve notável evolução, pois quando alcançava a final de um Slam sempre era derrotado com facilidade, e tinha plenas capacidades de fazer mais. Perdeu um set de bobeira nas oitavas pra um lucky loser, passou boa parte do segundo semestre do ano passado lesionado, está fazendo uma boa campanha diante de adversários mais fracos, mas será que já está pronto para derrotar alguém do calibre do Federer outra vez?
Federer, que dispensa comentários, fez uma temporada 2013 para ser esquecida. Conquistou apenas um título, em Halle, e não alcançou nenhuma final de Slam, inclusive caindo na segunda rodada de Wimbledon, onde foi sete vezes campeão, e caiu para o sexto lugar do ranking. Percebeu que precisaria mudar, então contratou Stefan Edberg como seu treinador, e vem mostrando evolução aqui na Austrália. Está mais confiante, com o revés, seu calcanhar de Aquiles, afiado, sacando bem e também se movimentando bem. No primeiro grande teste, atropelou Tsonga e deixou ótima impressão. Baseado no que vi hoje, apostaria no suíço em 5 sets, pois acho que ainda há algo a evoluir no britânico para voltar a sua melhor forma. O retrospecto é de 11 x 9 para Murray...

domingo, 19 de janeiro de 2014

Até quando?


O Belo estreou nesse domingo no Nordestão contra o Sport. Jogou melhor, saiu na frente, sofreu o empate, e quando passou a ir pra cima do adversário, teve Frontini, o autor do gol, expulso após pênalti que a autoridade inútil com um apito na boca não marcou. Não foi algo inédito, é algo que vem se repetindo desde o ano passado, e curiosamente, os jogos que mais fomos prejudicados foram contra times pernambucanos. Aquele assalto em Caruaru, que quase custou nossa vida no campeonato, com dois gols anulados, e o outro em Salgueiro com o gol deles validado quando a bola já tinha saído pela linha de fundo. Sempre um juiz fraquíssimo, e no mínimo tendencioso que inverte faltas, não aplica cartão amarelo quando deve e faz vista grossa para a cera do adversário. Desta vez o protagonista foi o sr. Charles Hebert, de Alagoas.

Voltando ao jogo, gostei muito do time hoje. Frontini enquanto esteve em campo jogou muito, se posiciona bem, chuta bem e acha bem os espaços. O gol que marcou dispensa comentários. Magrão nada pôde fazer... Magno Alves também me deixou bastante satisfeito, foi seguro, roubou muitas bolas... Bem superior a Marcel. Luciano Amaral foi tímido, mas ao menos já mostrou que é melhor que Celico nos cruzamentos. Quanto ao resto do time, Pio desperdiçou boas oportunidades nas jogadas aéreas preferindo chutar para o gol em vez de cruzar, o que não poderia ter feito num jogo como hoje. Resumindo, o time portou-se bem como um todo, simplesmente encurralamos o adversário no 1º tempo, no 2º levamos gol após um descuido, e certamente venceríamos se não fosse as artimanhas da arbitragem. Nem com um a mais o Sport conseguiu melhorar consideravelmente. A desculpa deles foi que a pré-temporada começou 1 mês depois da nossa e os reforços não estao aptos para estrear...

O ponto negativo foi a torcida adversária. Tem um histórico de violência por onde passa, o que levou a afastar alguns torcedores do estádio. Tudo corria bem, até o gol de empate deles, quando os adversários passaram a tirar objetos na nossa torcida e foi necessária a intervenção da PM.


Não há tempo para lamentar. Nesta terça, a delegação viaja para Sobral, onde joga quinta contra o Guarany pela segunda rodada do Nordestão. Os três pontos têm que vir de qualquer jeito para ficarmos em situação confortável e o time não chegar pressionado para o confronto contra o Náutico no domingo. Frontini cumprirá suspensão e deve dar lugar a Warley. Vilar armou muito bem o time hoje, e tenho certeza que não será diferente na quinta-feira. Jogamos de igual pra igual contra um time da série A, e tenho certeza de que, baseado em hoje, 2014 será outro grande ano para todos nós. E que a arbitragem lá não seja protagonista. Contra tudo e contra todos, rumo a Sobral!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Vai rolar a bola!


Tá chegando a hora do Belo estrear na Copa do Nordeste e na temporada 2014. Além do regional, brigamos pelo bi estadual e a vaga na série B. O maior da PB, atual campeão do estado e brasileiro da série D, estreará contra o Sport neste domingo. Com as reformas na arquibancada sombra e cadeiras do Almeidão, só o lado sol estará aberto para a torcida, o que vem gerando preocupação por parte da massa devido a segurança, já que a torcida do time pernambucano tem um histórico de confusões. A diretoria errou ao vender bilhete único para as duas torcidas. A PM ao menos garante que dará conta do recado e já providenciou tapumes de 3m de altura para isolar as torcidas. Esta, inclusive, proibiu a entrada de torcidas organizadas no estádio.

Alguns jogadores saíram, outros chegaram, mas o importante é que a base foi mantida. Chegaram Frontini, Luciano Amaral, Leomir, Magno e Igor, esses dois últimos zagueiros que vão brigar por vaga no time titular. Luciano, lateral esquerdo, deve ficar logo com a vaga de Celico, visto que a torcida aprovou sua atuação nos amistosos de pré-temporada.

O time adversário, que dispensa apresentações, e acabou de retornar a elite do futebol brasileiro, aparentemente seria o favorito, mas o maior tempo de pré-temporada do Belo,o comprometimento e entrosamento dos jogadores poderá fazer a diferença e temos boas chances de sair com a vitória se a torcida jogar junto como naquele histórico 3 de novembro.

Quanto a escalação, resta dúvidas se Vilar irá escalar o time com 2 ou 3 volantes. A princípio, serão este os 11 iniciais: Remerson, Ferreira, André Lima, Igor (Magno Alves), Luciano Amaral, Zaquel, Pio, Leomir(Hércules), Lenílson, Rafael Aidar e Frontini. Vale lembrar que Warley pode entrar e fazer toda a diferença.

Do lado adversário, tradicional clube de PE e do Nordeste, mas que vem amargando vices estaduais recentemente e não conquista um título desde 2010, reforços como Durval e Neto Baiano ainda não estão nas condições físicas adequadas e serão desfalques. Vale lembrar que este também só começou a pré-temporada logo após a virada do ano, e espero que esse fator torne-se favorável pra nós. Provável escalação: Magrão, Patric, Ferron, Osvaldo, Marcelo Cordeiro, Rodrigo Mancha, Rithely, Naldinho, Airton, Sandrinho, Felipe Azevedo.

Que o jogo transcorra em paz entre as torcidas e que o Belo comece 2014 com o pé direito. O título vale uma vaga na Copa Sulamericana. E vamos brigar por mais esse título!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Incontestavelmente o maior da PB!



2012 + 1. Por uma infeliz coincidência, o ano remetia ao nosso maior rival.Mas podemos dizer que o ano foi do Botafogo F.C. Campeão estadual, e agora, o primeiro e único time paraibano campeão do Brasil!!!! O título veio após a vitória sobre o Juventude, tradicional clube do Sul do país.

A festa estava pronta. 20 mil torcedores empurrando a equipe no estádio. Com direito até a mosaico. O retrospecto em casa era de 5 vitórias e 1 empate. Quase todas por 2 gols de diferença.

Nas oitavas, logo após a batalha contra o Central, o treinador adversário declarava: “o Botafogo é o melhor time do campeonato”. Dito e feito! O melhor time do campeonato fechou o ano com a taça nas mãos. Ela chegou na quarta-feira na capital pra nunca mais sair daqui. Nunca mais!!! Ninguém irá roubá-la!

O jogo foi muito nervoso. O Belo entrou em campo com o mesmo espírito contra o Central, partindo pra cima. O gol saiu aos 20 minutos. Mário, mais uma vez iluminado, cabeceou pro fundo das redes. Pra mim, é o verdadeiro dono da camisa 3. Após isto, o time novamente recuou. E o sofrimento só começava... Foi assim até o fim do primeiro tempo. E continuou no segundo. Felizmente a zaga estava bem. Mário e André Lima passavam segurança. O tempo passava, parecia uma eternidade. A apreensão aumentava. Um gol do adversário nos obrigaria a marcar novamente. .. E a arbitragem, tendenciosa, irritava ainda mais a massa alvinegra. Na súmula consta 5 cartões amarelos para a nossa equipe e nenhum para a do Juventude. Faltas invertidas, cartões amarelos não aplicados... Não foi a primeira vez que isso aconteceu esse ano. Vencemos também a arbitragem.

O cronômetro marcava 46 minutos. Pressão do time do Sul, a zaga afasta a bola pra longe, e Warley toca pra Rafael Aidar, ex-jogador do clube gaúcho, que sai detrás do meio do campo e corre uns 30 metros até invadir a área e marcar o gol do título, lá no ângulo, indefensável! Loucura! Quase o Almeidão foi abaixo! A consagração máxima de uma equipe e de um clube que estava há 10 anos sem títulos. Voltamos, de maneira maiúscula, conquistando um título inédito para o estado. O Botafogo, além de 26 vezes campeão paraibano, é campeão BRASILEIRO!

Parabéns a toda a diretoria pelo excelente trabalho. E parabéns a nós, torcedores. Onde quer que o Belo estivesse, nós estávamos lá. Caruaru nunca viu invasão como aquela. O Presidente Vargas autêntico de Fortaleza estava tomado por nós, a 700 km de distância.

Lenílson, Rafael Aidar e outros escreveram seu nome na história do Belo. Warley, Ferreira, Genivaldo, Rémerson, Edgard, Izaías, Doda e outros só aumentaram ainda mais seu nome nela. E Marcelo Vilar... Grande cara, grande caráter. Sempre muito tranquilo no vestiário, não importa se é o primeiro jogo em um campeonato ou a final. Sempre está ali para descontrair o clima. Parabéns também aos demais membros da comissão técnica por todo o trabalho competente mostrado ao longo do ano.

Agora, vamos tratar de renovar com Vilar e manter a base para o próximo ano. Temos uma vaga na série B a conquistar, lutar pela Copa do Nordeste e ir longe na Copa do Brasil. Quanto ao Paraibano, demoraremos um pouco a estrear, mas estaremos muito fortes na luta pelo bi.

2012 + 1 foi o ano da redenção. O ano em que o gigante despertou. Furioso, e já traça objetivos maiores para o futuro. O Belo é campeão do Brasil!


Para se ter uma ideia da grandeza do título conquistado ontem, só outros 5 clubes do Nordeste já foram campeões nacionais: ABC, Bahia, Guarany de Sobral, Sampaio Corrêa e Sport. Nem outros clubes tradicionais da região como Vitória, Náutico, Santa Cruz e Fortaleza tiveram esse privilégio. Em janeiro teremos a Copa do Nordeste, valendo vaga na Sulamericana, competição continental. O Belo estará lá, lutando forte pela taça. Certamente seremos um adversário de respeito para os outros. 

Ontem, o futebol da Paraíba viveu o mais BELO dia da sua centenária história! Que venham mais conquistas e o acesso à série B! Eu acredito!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Pra ficar na história



Está chegando o grande dia. O maior dia que o futebol da Paraíba já viveu. O maior dos seus representantes irá jogar uma final nacional contra um adversário com uma bonita história no cenário nacional e digno de respeito. No próximo domingo, mais de 20 mil aficionados estarão empurrando o Belo rumo a esta conquista nesta. Entre os jogadores, há o maior clima de otimismo possível.

Boas notícias vieram ao redor desta semana decisiva. O lado sol, inutilizado por todo o campeonato, voltou a estar apto para receber torcedores, e Doda conseguira um efeito suspensivo para jogar a final. Considerado a “sombra” de Lenilson, sempre entra bem nos jogos e pode ser fator decisivo no jogo, assim como Warley deverá ser se entrar. Marcel está suspenso pelo 3º cartão amarelo e deve jogar o uruguaio Mário Larramendi, que é um cara seguro e ainda faz gols, o que não é a função de um zagueiro.

Nos faltou sorte no jogo de ida lá no Sul. Bolas na trave, chutes “espíritas” indo parar dentro da meta. Um ponto positivo foi a surpresa dos radialistas da Rádio Caxias com o nível do futebol do Botafogo F.C. Irão se surpreender também com a festa que a massa fará no estádio.

É inegável a importância desta durante todo o campeonato. Claramente o 12º jogador, ela empurrou o time rumo a classificação histórica contra o Central e à virada contra o Tiradentes. Sem falar nos vídeos motivadores pra equipe que foram dignamente produzidos. Esta tem que fazer pressão desde o início do jogo. O Juventude é um time jovem, tem que sentir a pressão de jogar uma final, podem ficar nervosos e esse papel caberá à torcida.

O valor deste título será imenso. A Paraíba será vista com mais cuidado no cenário nacional. Quanto ao Belo, será única, e ainda mais incontestavelmente o maior time de futebol da Paraíba. Já tem mais de 10 estaduais de vantagem para o segundo colocado, e um título nacional seria apenas a cereja do bolo. Uma década difícil, que ficou pra trás e que não volte nunca mais. Navegamos em águas calmas agora. E a terra à vista que se aproxima parece ser fascinante. Vamos explorá-la então. VAMOS RUMO AO TÍTULO! EU ACREDITO!

"Não confunda derrotas com fracasso nem vitórias com sucesso. Na vida de um campeão sempre haverá algumas derrotas, assim como na vida de um perdedor sempre haverá vitórias. A diferença é que, enquanto os campeões crescem nas derrotas, os perdedores se acomodam nas vitórias.”