sábado, 19 de outubro de 2013

Hora de conquistar o Brasil!



Duas semanas após derrotar o Salgueiro no Almeidão e fazer história como o primeiro time paraibano numa final nacional, o maior da Paraíba enfim conheceu o seu adversário da final: o Juventude de Caxias do Sul. Adversário tradicional, ficou muitos anos na elite do Brasileirão, campeão da Copa do Brasil 1999 e com participação em Libertadores da América. Chegou a hora dos gaúchos conhecerem “o matador de tricampeões.”

O adversário chega a final após eliminar o Tupi. Desde que conseguiu o acesso, o time do Sul já se desfez de vários jogadores da equipe, mas mesmo assim merece respeito, afinal está na decisão e mesmo sem os jogadores que foram negociados golearam o time mineiro no jogo de ida.

O primeiro jogo da final está marcado para o próximo domingo, em Canoas. O jogo não será no Alfredo Jaconi, em Caxias, pois o Papo perdeu 2 mandos de campo devido a invasão em campo por parte da torcida no jogo contra o Metropolitano, pelas oitavas. Provavelmente, será em Canoas, no estádio do Ulbra, que tem capacidade para 10 mil, a mínima exigida para a decisão. Para os torcedores que quiserem acompanhar o Belo por lá, não sairá barato.

Vamos torcer para que o período de inatividade não comprometa o desempenho da equipe. Lenilson, de contrato renovado, está recuperado, e todos os jogadores estarão à disposição do treinador Marcelo Vilar. Um empate lá no Sul estará muito bom.

Quanto ao jogo de volta, dia 3 no Almeidão, no que tudo indica, o lado sol será liberado. Assim, a capacidade total deverá subir para em torno de 25 mil, ainda longe dos 45 mil originais do passado, mas o suficiente para transformar o estádio num caldeirão e empurrar o campeão paraibano pra cima dos visitantes.

Não precisa nem falar a importância de um título nacional para o clube e a Paraíba. Faríamos inveja aos rivais, e seríamos um adversário respeitadíssimo na série C ano que vem. E serviria para coroar de vez o ótimo trabalho da diretoria esse ano, o esforço dos jogadores, do treinador, enfim de todos que se comprometem com o Belo. Sem falar de uma participação na festa da CBF no fim do ano...


Será uma longa semana... Que o longo tempo parado tenha sido suficiente para corrigirem pequenos detalhes que ainda faltam melhorar no time... Devemos respeitar o adversário, mas jamais deixando de ir pra cima... É hora de conquistar o Brasil! Vamos ser campeão Belo!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Para coroar o ano



Meus amigos, o maior da Paraíba venceu o Salgueiro no sertão pernambucano por 2 x 1, tirando uma invencibilidade de 14 jogos em casa do adversário. Nem clubes da série A como Criciúma e Internacional conseguiram tal feito, pela Copa do Brasil. O resultado nos deixou muito próximos da primeira final nacional de um time paraibano na história. Pro jogo de volta, a humildade será muito importante.

Vejo alguns torcedores já colocando o time na decisão. Claramente ainda faltam 90 minutos, temos que jogar um jogo de cada vez, com os pés no chão. Minha confiança na equipe está altíssima, e pelo nosso retrospecto no Almeidão estamos muito pertos, mesmo. E a torcida fará sua parte para que o último objetivo do ano seja alcançado. Mas Vilar não deixará o oba-oba prevalecer.

Ficamos no aguardo da liberação de parte da arquibancada sol pelo MP. Caso isso ocorra, a capacidade deve aumentar em 5 mil lugares. Quanto mais torcida no próximo domingo, melhor. Que na possível final já seja possível liberar todo o outro lado do Almeidão.

O Juventude está aguardando seu adversário na semifinal. Se este for nosso adversário na final, decidiremos em casa. Tupi x Mixto, pelo último confronto das quartas, se enfrentaram ontem, e o jogo terminou em 1 x 1. O time mineiro tem 24 pontos somando a 1ª e 2ª fase. Pra garantirmos o jogo de volta da final aqui, o time de Juiz de Fora só precisa empatar mais 1, e o Belo, que está com 29, basta vencer o Salgueiro domingo. Caso o adversário seja o time de Mato Grosso, o jogo de volta também será no Almeidão. E que uma emissora local se comprometa a transmitir os 2 jogos, pra ontem!

Vitória realmente maiúscula a do último domingo. Sem Lenílson, sem Rafael Aidar, driblamos o calor do sertão pernambucano, uma péssima arbitragem e vencemos. Remerson, seríssimo candidato a ídolo ao lado de Genivaldo, fez grandes defesas novamente. A zaga se afobou num único lance, o suficiente pro adversário marcar. Precisamos de reforço neste setor para a série C. Mas, deixemos esta para o próximo ano. 2012 + 1 ainda não acabou para nós.

Marcelo Vilar terá a volta de Lenilson e Aidar para o jogo de domingo. A torcida estará lá fazendo sua parte. O casamento com o time está muito bem. A prova disso está na grande festa que foi a comemoração dos 82 anos do clube na semana passada. Segunda-feira já teremos outro capítulo a acrescentar na bela e gloriosa história do Alvinegro da estrela vermelha.

É hora de coroar o ano. Um ano histórico para o clube, que começou lá em janeiro, no estadual, com aquele gol de Edgard no último minuto, e cuja campanha foi coroada naquele 3 x 0 histórico na Galinha em Campina, onde o mesmo Edgard sofreu o pênalti no fim. Agora é hora de coroar o ano de uma vez por todas com o maior dos títulos que podemos almejar. E começar a alçar voos maiores Brasil afora.


RUMO AO TÍTULO!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Faltam 90 minutos!


Meus amigos, neste ano de 2012+1, o Botafogo Futebol Clube já passou por todos os tipos de situações possíveis dentro de campo. E cá estamos nós, a 90 minutos da classificação para a série C. Ontem, como não poderia deixar de ser, tivemos outro jogo dramático no Almeidão. Com o lado sol interditado, o jeito foi lotar apenas a outra metade, e mesmo assim tivemos o maior público do campeonato, com mais de 10 mil torcedores. 

Uma semana após o jogo histórico contra o Central, o time entrou em campo e a torcida fez bonita festa na arquibancada. Cantava “eu acredito” outra vez. O adversário era o melhor time da fase de grupos da competição. Tudo indicava que não teríamos vida fácil. E, de fato, não tivemos.

No time, tivemos o retorno de André Lima após cumprir suspensão por cartão vermelho. Lenílson, que era dúvida, esteve em campo, mas não rendeu o esperado.

Na semana passada, pude assistir Tiradentes x Sergipe. Vi que o time cearense era veloz, porém de estatura baixa, tornando a bola aérea a principal arma do adversário. E não foi diferente nesta noite de segunda-feira.
Saímos atrás graças a mais uma bobeada da zaga e do lateral Ferreira. Péssima partida deste último ontem, que foi corretamente substituído no 2º tempo. Não começamos bem, mas com o decorrer da partida fomos melhorando, e como sempre, perdendo chances claras. Chegamos a carimbar o travessão. Merecíamos ter ido para o vestiário ao menos com um empate.

No segundo tempo, foi a vez do artilheiro do estadual Warley entrar. Após 4 meses sem marcar, só precisou de 4 minutos para levar o jejum por água abaixo. Depois do empate, foi pressão sem fim. O próprio W20 acertou a trave logo depois. Mais tarde, outra bola na trave, e OUTRA! O Tiradentes contava com a sorte, a agarrava, abraçava, beijava. A virada teimava em não sair.

Só aos 32 minutos do 2º, após cobrança de falta de Pio, Warley, novamente, virou o jogo, para delírio da torcida.

Após isto, o placar não mudou mais. Vantagem perigosa, que requer perigo dobrado no jogo de volta domingo em Fortaleza. Um ponto positivo é que o goleiro adversário, que fez grandes defesas, está suspenso pelo 3º amarelo. Outro: o Tiradentes não tem torcida, então podemos invadir a capital cearense e incentivar à vontade que o time se sentirá em casa. O time adversário ainda não sofreu gols no PV. Chegou a hora! Virão pra cima, pois precisam da vitória. É saber aproveitar uma possível impaciência e desorganização do adversário, pois não estão acostumados a jogar "saindo pro jogo", e sim no erro do adversário, e tentar matar já no 1º tempo. Se for possível, gostaria de dispensar grandes emoções desta vez.

O mais belo e glorioso, no embalo do matador sinistro, viajará mais de 500 km em busca da vaga na série C(no campo!). Que a torcida invada, como fez em Caruaru.

Chegou a hora do jogo mais importante dos últimos 10 anos. Eu acredito! VAMOS SUBIR BELO!
C  

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Imortal


Meus amigos, os mais de 10 mil torcedores que viveram a epopeia alvinegra neste domingo jamais esquecerão este 08/09/2013. É um dia pra ficar marcado na história do Botafogo Futebol Clube. O dia em que o time, quando tudo parecia perdido, ressurgiu, de maneira heroica e impecável nas penalidades, avançou para as quartas-de-final da série D. Agora estamos a 2 jogos do tão sonhado e merecido acesso.

Quem esteve em Caruaru semana passada, na injusta derrota por 3 x 1, como eu e meu caro professor Otto, não poderia ter voltado pra João Pessoa sem a certeza da virada em casa. Vimos o nosso time muito superior a equipe caruaruense, onde tiveram apenas 3 chances de gol e aproveitaram, enquanto nós também marcamos 3, mas só 1 valeu. Detalhe: nosso gol foi de Mário Larramendi... E nossa torcida? A maior invasão da história de Caruaru!

Uma semana se passou. João Pessoa respirava futebol, como há muito não acontecia. Pelos 4 cantos da cidade, só se falava no jogo da volta. O otimismo era grande. Antes do jogo, muitos torcedores foram incentivar o time na preleção no hotel. Segundo Marcelo Vilar, a classificação começou ali... Era só o começo de um grande e longo dia. Um dia para a eternidade!

Finalmente, o relógio marcava 16h. A arquibancada sombra lotada, as cadeiras numeradas com muitos torcedores como não via há muito tempo. E soava o apito inicial... O Belo foi com tudo pra cima do frágil adversário. O time pernambucano prendia o jogo, fazia cera, mais parecia outro alvinegro por aí. Foi quando, após cobrança de escanteio de Lenilson, Pio cabeceou e o goleiro deles entrou com bola e tudo. Gol feio? Feio é não fazer gol...

Não havia nem dado tempo da Patativa sentir o baque. 4 minutos depois, Lenilson, sempre ele, balançava as redes. A torcida explodia, era o gol da classificação... Mas, como este ano as coisas nunca estão 100% fácil pra nós e cada jogo é um teste pra cardíaco, o time mais uma vez voltou acomodado pro 2º tempo, e acabamos por sofrer o gol que nos tiraria do sonho do acesso. Em vez do Almeidão se calar, a torcida passou a cantar ainda mais alto: “EU ACREDITO!”.

Após a saída de Lenílson e Doda por lesão, chegou a vez do uruguaio Mario entrar em campo. Já havia feito o gol salvador em Caruaru. Seria ele o herói outra vez? Pois sim! Quando alguns torcedores pessimistas já começavam a deixar o estádio, o péssimo árbitro enfim resolveu marcar uma falta pra nós... Silêncio total no estádio. Ninguém piscava. Talvez até a Terra tinha parado de girar. Precisávamos do gol. De qualquer jeito. Um trabalho perfeito desde o início do ano não poderia ser interrompido no meio. Nem pelos caprichos do destino. E, eis que, ascendendo aos céus, Super Mario, mais uma vez, usou a cabeça e pôs a redonda no fundo do gol. 3 x 1. O gol salvador. Vem se mostrando uma cara seguro, que sabe sair jogando e não dá chutão, merecendo a titularidade.

Festa total no Almeidão. A torcida nunca deixou de acreditar. Após um pouco mais de emoção, chegou a hora da penalidade máxima. A classificação estava nos pés dos nossos guerreiros e nas mãos de Remerson, que desbancou a camisa 1 do ídolo da galera Genivaldo.

E, um a um, com uma frieza impressionante, com uma aula a muitos times da elite do Brasil de como se cobrar penalidades, os jogadores cobraram 5 pênaltis irretocáveis. A Remerson, um pênalti defendido bastou. O Belo, contra tudo e contra todos, estava classificado para as quartas. O acesso é logo ali. O maior da Paraíba, time mais glorioso do estado, segue causando recalque nos adversários. Não adianta nos secar. O Belo é soberano! Depois deste domingo, somos algo a mais. O Belo é IMORTAL!!!!!!

Sem dúvidas foi o maior jogo da história do Almeidão. Nunca, em quase 30 anos, jamais houve um jogo tão épico, contado em tão perfeitas linhas de dramaticidade, emoção, superação, amor à camisa, amor de torcida ao time, tudo que o futebol é capaz de nos causar. Nervos à flor da pele, obstáculos, adversário, juiz, tudo ficou pra trás. À nossa frente, está a série C. Vamos alcançá-la, falta pouco!

Nosso adversário sai hoje. Se o Tiradentes-CE passar, já jogaremos em casa domingo, no jogo de ida. A torcida mais uma vez tem de mostrar a sua força, e o público deve ser maior que o último para o lado sol ser liberado e a festa ser completa. Caso dê Sergipe, o jogo da volta só será aqui se o Sergipe se classificar com um empate, devido ao regulamento que soma os pontos da fase de grupos e mata-mata. Há uma grande rivalidade entre a nossa equipe e a deles, a sensação de nos classificarmos passando por eles seria parecida com aquela que vivenciamos na final do Paraibano. Todos que não compartilham desta paixão estão quebrando a cara. Que quebrem um pouco mais! O clube “com tantas glórias e tantas vitórias” está a dois passos do paraíso!

P.S. Meus sinceros parabéns a torcida do Central, que aplaudiram a nossa torcida e nosso time, e nós, honradamente, retribuímos.

sábado, 10 de agosto de 2013

Mais um capítulo



Logo mais, as 21h, teremos Nadal desafiando Djokovic por uma vaga na final do Masters do Canadá. Será o 36º confronto entre ambos, o primeiro após a epopeia de quase 5 horas em Paris. Na superfície hard, a vantagem é do sérvio por 11 x 5. A última vitória do espanhol sobre seu adversário no cimento foi no US Open 2010. Vale lembrar que é o primeiro confronto em quadra rápida após aquele duelo titânico na Rod Laver Arena ano passado.

O número 1 do mundo tenta chegar à final e defender seu título. Até aqui, perdeu apenas 1 set, na única partida em que jogou mal, anteontem. Ontem, pelas quartas, contra Gasquet, esteve praticamente impecável, com excelente aproveitamento no saque, e mudando a direção da bola com facilidade.

O novo nº 3 do mundo a partir de segunda-feira chega aqui sem perder sets. Jogando seu primeiro torneio desde a queda precoce em Wimbledon, vem se mostrando muito agressivo, inclusive vale ressaltar que até ontem esteve bem mais próximo à linha de base para receber o saque. Era perceptível que no saibro se posicionava uns 2m atrás desta, adotando uma postura mais defensiva. Acredito que seja essencial para o malorquino também se posicionar mais à frente hoje, porque numa quadra hard, mesmo não sendo a mais rápida do circuito, não é nada bom jogar na defensiva contra alguém como Djokovic. O revés também está eficiente, assim como o saque. Nadal que fique atento num 2º serviço porque todos sabemos o poderio do sérvio nas devoluções.

Como o jogo será à noite, a quadra estará um pouco mais lenta que durante o dia, favorecendo ambos, e as trocas de bola. Deverá ser um jogo, pra variar, de muita luta, raça, e claro, correria. O espanhol aparentemente está recuperado do joelho, inclusive já abandonou as bandagens, e Djokovic estará com vontade de manter sua hegemonia nas hards.

O sérvio, inclusive, ainda tem para defender este ano o vice no US Open e o título do ATP Finals. O espanhol não defende absolutamente NADA até o Australian Open. A briga pelo número 1 será certamente interessante.


Será aquele jogo que todos já conhecemos, e acredito que será decidido em 3 sets. Quanto a palpites, pode ir pra qualquer um.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Crítica de "O homem que ri"




Desde que vi "Nosferatu- Uma sinfonia do horror", de F. W. Murnau, de 1922, fiquei bastante interessado no chamado cinema expressionista alemão. Um cinema mudo, com o uso de frases na tela para simbolizar os diálogos, e no caso de Nosferatu, um jogo espetacular de luzes e sombras, e cenários assustadores, e surreais, para simbolizar os sonhos do ser humano, uma versão distorcida da realidade, como visto em "O gabinete do Dr. Caligari". O longa de 1920 pode ser considerado um marco nos filmes de terror e da história do cinema. Primeiro, pelo já mencionado cenário, e por ser um dos primeiros filmes com uma grande "bomba" no final, o que torna o filme tão surpreendentemente espetacular e simplesmente genial cada detalhe do seu cenário. Conrad Veidt está impecável como Cesare, o sonâmbulo hipnotizado pelo Dr. Caligari, mostrando um lado sombrio do ser humano, e como a loucura está simbolizada em muitos aspectos no decorrer do filme.

Sete anos depois, o mesmo Conrad Veidt está em outro clássico do expressionismo alemão, numa atuação até melhor que a anterior. Baseado no romance de Victor Hugo, Veidt vive Gwynplaine, o filho de um nobre inglês que teria traído o rei James II da Inglaterra. Então, o pai do personagem sofre dolorosa pena devido ao ato, e o filho também acaba pagando pelo delito do seu pai, tendo seu rosto desfigurado num macabro e eterno sorriso.

O garoto, orfão, no meio de uma nevasca, resgata um bebê dos braços da mãe, que havia sucumbido ao frio, e ambos são criados por Ursus.

O tempo passa, e o agora adulto Gwynplaine é um palhaço, e por onde passa todos riem da sua aparência. Ele, de bom coração, se sente muito infeliz com isto, e seus sentimentos estão muito bem expressos nos olhares do ator Conrad Veidt, transmitindo perfeitamente as emoções pelas janelas da alma humana, nos momentos em que, constrangido, cobre sua boca com um pano.

Com o decorrer do filme, percebemos que Dea, o bebê outrora resgatado pelo menino, que é deficiente visual, é a única que realmente enxergará Gwynplaine como ele é, por dentro, a única que enxergará o verdadeiro, aquele de corpo e alma. O filme lida com o preconceito da sociedade em lidar com o diferente. Ou esta tem medo, ou zomba daqueles que não são iguais a maioria. Certamente, esses valores não mudaram até hoje. O filme pode ser compreendido também como uma crítica a aristocracia, a alta sociedade européia existente durante a Idade Média, e durante a Idade Moderna.

Com a direção de Paul Leni, é um filme grandioso, com atuações extraordinárias, cenários muito bem inseridos, e é um filme que eternamente se manterá atual devido aos valores apresentados. Não precisa nem falar que foi este filme que inspirou Bob Kane a criar o personagem Coringa...

Nota: 10

domingo, 30 de junho de 2013

Crítica de "O Homem de Aço"



O ano era 1978. Superman- O Filme estreava nos cinemas. Apesar das limitações tecnológicas, o filme foi uma unanimidade, um dos melhores filmes de super-herói já feito. Christopher Reeve ficou eternizado no papel do herói, assim como Gene Hackman como Lex Luthor, como uma atuação brilhante como o irônico vilão. John Williams, também responsável pela trilha sonora de "Star Wars", "Tubarão", entre outros, deixou sua marca. O roteiro era do genial Mario Puzo, responsável por trazer, com a direção de Francis Ford Coppola a trilogia "O Poderoso Chefão" nos anos 80. Puzo também escreveu o roteiro da sua continuação, que foi um filme tão bom quanto seu antecessor, se não fosse as cenas de humor pastelão tiradas da cabeça do diretor Richard Lester, que dirigiu a pífia sequência deste. Melhor nem falar do quarto filme...

Em 2006, agora dirigido por Bryan Singer, presenciamos "Superman-O Retorno". Ao contrário de muitos, achei um bom filme. Brandon Routh esteve à altura de Christopher Reeve, assim como Kevin Spacey de Gene Hackman, e apesar da longa duração, foi um satisfatório retorno do Homem de Aço aos cinemas.

Um ano antes, Batman Begins estourava nos cinemas. O início da trilogia mais bem sucedida de um super herói nos cinemas foi uma unanimidade, assim como suas duas sequências, duas obras primas. Foi um respiro aliviado da DC Comics, após ver a Marvel no topo com Homem-Aranha 1 e 2.

Em 2012, "Os Vingadores" da Marvel foi um sucesso absoluto. A DC também fecharia a trilogia do Batman com sucesso no mesmo ano. Faltava a última ficha, um filme da Liga da Justiça. E, para isso, resolveram recriar a história do herói kryptoniano. Chamaram Zack Snyder para a cadeira de diretor. Talentossísimo, dirigiu "300'' e Watchmen. O produtor seria Christopher Nolan, o diretor da espetacular trilogia do Batman. O roteiro, de David Goyer, que escreveu o roteiro da trilogia do Homem-Morcego ao lado de Nolan. A trilha sonora desta vez ficaria a cargo de Hans Zimmer, responsável também pela trilha do Batman.

Então, com tudo conspirando a favor, chegou, enfim, o momento de assistir ao filme, com as expectativas estratosféricas. E o resultado pra mim, foi decepcionante...

Zack Snyder, com exceção de três ou quatro cenas isoladas, parece que não teve liberdade para filmar como queria. As cenas de ação que deveriam ser grandiosas, mais pareciam ter o dedo de Michael Bay, tamanha destruição sem fim causando monotonia ao filme e o deixando sem ritmo. Nova York(Metropolis) parece ter sido mais atingida do que no filme "O dia depois de amanhã". 50% da cidade destruída só pra mostrar o poder que Superman e Zod têm e a destruição que poderiam causar? Realmente, um menino de 4ª série acharia interessante colocar isso no seu filminho de escola. Nave alienígena saindo tentáculos e perseguindo o Superman por quilômetros???

Sobre as atuações: Henry Cavill não está mal como Superman. Sim, como Superman, porque o fator Clark Kent é deixado de lado o filme inteiro, só vindo a tona no último ato. Filmar algumas cenas e berrar loucamente na maioria delas é algo que faria bem. Amy Adams não me convenceu muito como Lois Lane. Sua personagem saiu do estereótipo de mocinha indefesa, mas me parece que ele não deu tudo de si na atuação, tal qual Marion Cotillard em Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Então, ela não é aquele par romântico de super herói que criamos uma identificação como Mary Jane no Homem-Aranha. Até com Margot Kidder, a Lois Lane original, criei mais simpatia! E sobre o Zod de Michael Shannon, apesar de ser mais complexo que o Zod do filme de 1981, me pareceu caricatural mesmo assim. O achei um vilão comum, que abusou do privilégio dado pelo Sol a este. Sua obsessão pelo Superman o fez destruir uma cidade inteira. Pobre Nova York que sempre sobra de pano de fundo pra isso! Como se não bastasse, o Zod tem um exército de kryptonianos com naves ultra-avançadas que parecem ter sido ideia de Steven Spielberg.

Russell Crowe está bem como Jor-El, cujo papel já foi de Marlon Brando. O roteiro traz diálogos idênticos ao do filme original de 1978. Sei que pode ter sido uma homenagem, que seria bem-vinda, mas mostra de qualquer forma que faltou inspiração a David Goyer.

A cena final, mostrando aquele lado do Superman que todos queremos ver, dá uma sobrevida a este filme e nos deixa esperançosos que a continuação será melhor.(mas por favor, olha a maneira que ele consegue o emprego!!!!! será que é tão fácil assim exercer esta profissão?)

Superman está de volta. De uma forma não muito convincente. Sobre este filme, será 8 ou 80. Ou você o amará ou o odiará. Infelizmente, tive de ficar com a segunda opção. Zack Snyder e Christopher Nolan certamente podem fazer mais que isso. E espero que se redimam na continuação.

Nota: 5