sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
A hora da revanche?
A grande final masculina do Australian Open 2013, neste domingo, às 6:30 de Brasília, será entre Novak Djokovic x Andy Murray, reeditando a final do US Open ano passado e a final do próprio Australian Open de 2011, vencida pelo sérvio em 3 sets. O retrospecto mostra 10 x 7 para Djokovic. Destes 17 confrontos, 14 foram na hard, com 8 vitórias para o sérvio e 6 para o britânico. No saibro, o tenista de Belgrado venceu as duas partidas e na grama o escocês venceu o único embate.
O atual número 1 do mundo é o favorito, pois, apesar de ter perdido a final do US Open 2012 para o próprio Murray, virá mais descansado que seu adversário. Não assisti à semifinal contra Ferrer, mas o placar e as estatísticas mostra que a princípio o sérvio jogou solto, aproveitando do desgaste físico do seu adversário. Este, também, terá um dia a mais de descanso do que o tenista de Dunblane, sem falar que não ficou nem 2 horas em quadra na semifinal.
Quanto a Andy Murray, que admitiu estar cansado após a semi contra Federer, mostrou que virá para brigar por mais um título de Grand Slam e corroborou que é um jogador em ascensão... Foi extremamente agressivo, disparou 62 winners contra o suíço, e mais de 20 aces. Também, ganhou mais de 48% nos rallys médios(entre 5 e 8 trocas de bola). Esteve com a tática correta, atacar o ponto fraco do rival, seu revés. Tirando a bobeada no quarto set, quando serviu pro jogo, foi quebrado, e acabou perdendo o set no tiebreak que mostrou lampejos do "velho" Murray, aquele mentalmente instável em alguns momentos. No quinto set, sobrou por estar em melhor forma física do que o suíço, nos seus 31 anos. Só está aonde está até agora porque sua técnica e talento são melhores do que a dos outros, mas seu físico deixa a desejar num 5º set, por exemplo. O atual campeão do US Open ficou em quadra por exatas 4 horas na semifinal. Foi a primeira vitória do escocês sobre Federer num Grand Slam, depois de 4 tentativas.
Djokovic, atual bicampeão consecutivo no primeiro Slam da temporada e tricampeão na Austrália, tentará o tetracampeonato com sentimento de revanche para com o escocês, que o derrotou na final em Nova York ano passado em 5 sets. Deverá entrar a mil por hora, impondo seu jogo agressivo e não deixar seu adversário confortável na partida, e caso a partida se estenda mais um pouco, poderá prevalecer seu melhor físico e dia de descanso a mais. Vem vencendo sem sustos no torneio, com exceção das oitavas, em que batalhou durante 5 horas contra Wawrinka. Mas, o susto parece ter feito bem a este, já que aumentou o nível nas duas últimas partidas.
Se der Murray, este poderá se tornar o primeiro a vencer seus dois primeiros Majors de forma consecutiva. Estará na sua sexta final de Slam, e já saiu da "seca", então certamente tirou um peso das costas. Até a semi, não tinha cedido nenhum set. Natural que fizesse uma partida equilibrada contra Federer, e vencer um dos maiores tenistas da história certamente dá um dose extra de confiança. Se quiser, terá que se sair muito bem no saque e ser agressivo novamente.
Como o jogo será a noite, a quadra estará um pouco mais lenta, então acredito que nestas condições, o jogos de ambos os tenistas se equivalem. Com os fatores externos às condições da quadra, o número 1 é favorito.
Sobre o ranking, em caso de título do escocês este pode "colar" no Federer. Ficará a menos de mil pontos neste e poderá lutar pela vice liderança nos Masters americanos. David Ferrer ultrapassará Rafael Nadal e será o novo 4º do ranking.
De um lado, o sérvio brigando pelo seu sexto título de Slam, na sua décima final. Do outro, Murray tentará ser o primeiro britânico desde Fred Perry em 1934 a vencer o Australian Open.
Quanto a palpites, não gosto muito disto, mas como muitos me pediram no último post, diria que dá Djokovic em 5 sets.
Declaração de Murray após a semi contra Federer:
"Não sei como vai ser jogar outra final desse nível, agora como um campeão de Slam. Quadra dura é a melhor superfície para Novak, então sei o quanto vai ser duro. Espero jogar um pouco mais do que na final do US Open. Claro que ter vencido Novak em uma final de Slam ajuda na parte mental, porém ele continua jogando extremamente bem.Vou descansar o máximo que puder e jogar o mínino no sábado. Sei que vou estar cansado amanhã e que provavelmente não estarei 100% no domingo". Andy Murray
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
A dois passos...
Chegamos
à última etapa do Australian Open 2013 masculino antes da grande
decisão de domingo, às 6:30 de Brasília. Djokovic x Ferrer se
enfrentam na manhã desta quinta-feira, e Federer x Murray travarão
duelo na manhã desta sexta. Vamos analisar cada uma das partidas
separadamente:
Djokovic x Ferrer
Atual
bicampeão na Austrália e lutando pelo tri consecutivo, o sérvio é
disparadamente o favorito no confronto. Passou por maus bocados
contra Stan Wawrinka nas oitavas, e precisou de mais de 5 horas para
derrotar o suíço. Quando todos pensavam que o sérvio entraria em
ritmo mais lento e que Berdych daria trabalho nas quartas, o tenista
de Belgrado deu uma verdadeira aula no primeiro set sendo agressivo
ao extremo, e tirando o deslize no início do segundo, mostrou que
está firme e forte na luta por mais um título.
Quanto
ao espanhol, esteve muito perto da eliminação diante de Nicolas
Almagro, seu maior freguês. Viu seu adversário ser superior durante
toda a partida, e quando este sacava para fechar em um triplo 6/4, de
certa forma o mental foi pro espaço e viu o cabeça 4 buscar uma
improvável vitória. Falta a este uma melhor técnica, um melhor
saque, mas raça certamente não lhe falta.
No
confronto direto, vantagem para o sérvio em 9 x 5. 4 das 5 vitórias
do espanhol foram no saibro. A única vitória na hard foi no ATP
Finals, então Masters Cup, de 2007.
Para
concluir, Djokovic é o favorito porque claramente é mais jogador
que o seu adversário, e vem mais descansado que este. O outro, vem
de uma virada improvável após estar à beira do abismo e o físico
pode pesar para seu lado, já que ficou quase 4 horas em quadra.
Quanto
ao ranking, Djokovic já ultrapassou a marca de 60 semanas de
soberania. Com o título, deve garantir o topo até abril. Se ficar
com o vice, deverá manter ao menos até Miami. Já Ferrer tomará o
quarto lugar no ranking de Rafael Nadal, parado desde Wimbledon e que
teve presença confirmada em Viña del Mar e Brasil Open(será que
dessa vez vai mesmo?)
Federer x Murray
Jogo
simplesmente imperdível. Um dos maiores da história, dono de 17
Slams, contra um dos maiores da atualidade. O tetracampeão na
Austrália contra um tenista que, até há pouco, era um jogador
talentosíssimo, muito capaz de ir bem mais além do que já tinha
ido até então, mas que faltava algo a mais para deslanchar de vez,
faltava a última peça do quebra-cabeça para este ficar completo.
Desde que Ivan Lendl, dono de 8 Slams, e coincidentemente, só venceu
seu primeiro Major após 4 vices em torneios desse porte, passou a
treiná-lo, virou um jogador muito mais maduro, confiante e
determinado. Para mim, o escocês se tornou um tenista completo após
absorver duramente a derrota para o próprio Federer em Wimbledon ano
passado. A prova disso veio com a revanche maiúscula na Olimpíada,
e enfim, seu primeiro Slam em Nova York. Ali, ele deixou de ser
aquele passador de bolas... Naquele dia, até Ivan Lendl sorriu...
O
H2H aponta vantagem mínima para o escocês, 10 x 9. Desses 19
confrontos, 17 foram na hard, com novamente apenas 1 partida de
vantagem para o escocês: 10 x 9. Na grama, uma vitória pra cada
lado. Curiosamente, ambos nunca se enfrentaram no saibro. A última
partida foi no ATP Finals onde Federer venceu por 2 x 0.
O
britânico vem voando no torneio, sem perder sets. Passou o trator
por todos os adversários, enquanto Federer só foi testado de
verdade hoje nas quartas, contra Tsonga. Este, no jogo de hoje,
quando mais precisou, seu backhand, que tanto lhe causou problemas
outrora, fez estrago, como naquele Masters Cup de 2006.
Diria
que tenista de Dunblane é favorito, pois vem fazendo melhor
campanha, apesar da chave tecnicamente mais fácil, e vem muito
confiante após o título do US Open. Federer poderá ter sérios
problemas caso a partida se estenda e passe das 4 horas, pois seu
adversário virá mais descansado, enquanto este, aos 31 anos, passou
mais de 3 horas em quadra hoje.
Para
vencer, Murray terá de ser bastante agressivo, como foi na final
olímpica. Também vem sacando muito bem no torneio. Federer
defenderá depender do saque para encurtar os pontos, e caso não
esteja num bom dia nesse atributo, poderão vir os erros... Nas
trocas de bola, o escocês leva vantagem devido ao físico. Federer,
leva vantagem na técnica... Que seja um grande jogo!
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Lá e de volta outra vez...
O ano era 2005 quando um tal de Rafael Nadal, então com 19 anos de idade, derrubava seu compatriota Alberto Martín, e conquistava o Brasil Open pela primeira vez e conquistava também o primeiro de muitos títulos ATP de sua carreira. Naquele mesmo ano, o jovem espanhol conquistaria o primeiro de sete Roland Garros.
Agora, em 2013, após mais de 10 títulos de Grand Slam conquistados, 21 Masters 1000, e longos 200 dias longe das quadras, Nadal anuncia a volta às quadras logo onde tudo começou...
Que momento que o Brasil vive no cenário internacional... No fim do ano passado estiveram por aqui ninguém menos que Roger Federer, Novak Djokovic, Serena Williams, Maria Sharapova, dentre outros... Sem falar na confirmação de um ATP 500 para o próximo ano e a vinda de Venus Williams para o WTA de Florianópolis.
Para muitos dos fãs do espanhol será um sonho realizado, ver de perto o seu ídolo. Certamente terão muitas histórias pra contar, aqueles que se aventurarem em busca de um autógrafo deste... Imagino como deve ser este cidadão jogando ao vivo. Sua movimentação em quadra certamente deve ser algo fora do comum.
Ficou claro que o tenista número 4 do mundo agora irá priorizar os torneios no saibro, visto que, além de ser sua superfície favorita, causa menos desgaste nos joelhos, que tantou lhe causou problemas durante toda a carreira.
O Brasil Open 2013 será de 11 a 17 de fevereiro. Nadal entrará como cabeça 1, e nesta condição, só estreará na quarta ou na quinta-feira. Vamos ver o que será feito do espanhol após tanto tempo parado...
"Estou contente por voltar a jogar no Brasil. Estou especialmente contente por voltar duas semanas antes do previsto. Isso significa que as coisas estão indo bem", comemora Nadal, em entrevista à emissora espanhola TV3 .
Abaixo, o link da notícia da conquista do Brasil Open 2005 pelo espanhol:
http://www.tenisnews.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=139
terça-feira, 20 de novembro de 2012
De volta à rotina
Pouco mais de 140 dias afastado das quadras devido a uma síndrome de Hoffa, Rafael Nadal, atual campeão de Roland Garros, ausente desde a inesperada eliminação para Lukas Rosol em Wimbledon, voltou hoje a uma quadra de tênis, algo que faz há muito tempo com muita dedicação, foco, objetividade, dentre vários outros atributos.
A falta que ele faz ao circuito é inegável. Com todo respeito a Federer, Djokovic e Murray, Nadal é dono de um estilo único, que mudou para sempre a maneira de jogar tênis.
Para mim, que o acompanho desde meados de Roland Garros 2007, sei muito bem das limitações deste atleta que depende demais do físico para ser tão competitivo como é.
Não é de hoje que seu joelho o traz problemas. Este sempre teve que conviver com lesões, como explicado acima, mas jamais teve algo tão grave quanto teve este ano que o fez perder quase a metade do circuito. Com a notícia de lesão pós-Wimbledon, certamente, muitos como eu temeram o pior... Um claro sinal, que com a idade passando, o corpo, obviamente vai se desgastando, e com isso vai ficando mais vulnerável a lesões. Nada mais natural, que, infelizmente, seu jogo vá decaindo com o tempo. E com o tênis cada vez mais físico do que técnico, resta saber até onde o espanhol pode chegar...
Todos nós pudemos perceber o quão doloroso posso ter sido a ausência do espanhol, especialmente durante a Olimpíada, e o que significaria para este ser o porta-bandeira do seu país. Por motivo de força maior, este não pôde concretizar o seu desejo. Quem sabe não fica pra 2016?
É evidente que a partir de agora Nadal passe a disputar mais jogos no saibro, onde é claramente sua superfície favorita, e este desgasta menos o joelho, por ser uma superfície mais lenta que as quadras rápidas(hards) de cimento.
Seu retorno em um torneio deverá acontecer no torneio-exibição de Abu Dhabi no próximo dia 28/12, onde estarão lá Andy Murray, Novak Djokovic, dentre outros. Será importantíssimo para verificar em que nível o espanhol de Mallorca estará depois de tanto tempo fora da ação e o que precisa evoluir até o Aberto da Austrália. Neste último, acredito que poderá chegar à segunda semana, mas conquistar o torneio parece ser algo bem distante. No entanto, nunca duvidem deste ser.
O ex-número 1 do mundo claramente não é o tenista mais talentoso do circuito. Porém, joga com raça, paixão, nunca se dá por vencido, é batalhador, guerreiro... Segundo o treinador e tio Toni Nadal, "Rafa" não é especial, mas joga com o coração".
Rafael Nadal está feliz de novo. Segundo o próprio, "não há felicidade sem sofrimento". E como sofreu para reencontrá-la...
Abaixo, o vídeo de Rafael Nadal voltando à rotina:
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Tetra!!!!!!!

Presidente Prudente, 11/11/2012. 18:59 da noite. No estádio José Eduardo Farah, o Fluminense abrira dois gols de vantagem sobre o desesperado Palmeiras, mas o adversário em menos de 5 minutos conseguira igualar o marcador. O placar já passava dos 40 do segundo tempo, e o único Tricolor do mundo só precisava de um gol para comemorar o 4º título brasileiro de sua gloriosa história. O time ia para o ataque, Thiago Neves toca pra Jean, e o volante, como um exímio lateral direito, cruza rasteiro pra Fred, o matador, o destruidor, artilheiro do campeonato com 19 anos, chutar para a eternidade. A partir daquele momento, o camisa 9 só corroborava ainda mais o seu nome na história do Tricolor. História que vem sendo escrita shakespeariamente desde 2009. Ao apito final de Leandro Vuaden, Galvão Bueno bradava, como em 1994: "É TETRAAAA! É TETRAAA"!
Com 76 pontos, após o empate do Atlético-MG o Fluminense sagrava-se campeão brasileiro dois anos após o tricampeonato, este que só veio após 26 anos de espera. Se há dois anos o protagonista foi um argentino baixinho chamado Darío Conca, desta vez Fred, que decidiu muitos jogos, teve sua vez. Literalmente mandou na grande área, fez "arte", como o voleio contra o Flamengo...
A campanha foi quase impecável: em 35 jogos, 22 vitórias, 10 empates e apenas 3 derrotas. Para os adversários invejosos que querem tirar o mérito dessa conquista, só lhes resta o silêncio. Já dizia Nelson Rodrigues: "Grandes são os outros, o Fluminense é enorme." Tão enorme que fez o Brasileirão, um dos campeonatos mais difíceis do mundo parecer um Espanhol, onde um time parece ser infinitamente superior a todos os outros, e conquistou o título com três rodadas de antecipação.
Além de Fred, tivemos muitos outros jogadores importantes na campanha. Diego Cavalieri, sem duvidas o melhor goleiro dos últimos 30 anos do Flu, e por que não colocá-lo ao lado de Castilho, Paulo Victor e Felix? Em muitos jogos, pegou pensamento. Quando é marcada uma penalidade contra o Flu, acredito que muitos torcedores ficam aliviados, pois sabem que ali guardando as traves há um goleiro com uma frieza espetacular, que é capaz de defender um pênalti ao apagar das luzes de um Fla x Flu. O que o aguarda no Maracanã, quando este estiver a todo vapor outra vez?
Wellington Nem, o motorzinho do time. Quando a bola chega aos seus pés, ele ganha na velocidade do adversário, que cai estatelado no chão, como um jaca madura, e vai correndo, correndo, até deixar a velocidade luz pra trás. Ou entãi,dribla este, que após um piscar de olhos, já o vê bem longe, no horizonte... Também decidiu muitos jogos, como o confronto contra o Inter no Beira-Rio.
Deco, apesar de ter sofrido com lesões, tem visão de jogo privilegiada, um toque simples pode deixar o companheiro na cara do gol. Também possui uma vasta chapelaria espalhada por aí...
Jean, o coringa do time. Volante de origem, também joga na lateral direita. Foi responsável pela transição ao ataque, apoiava, arriscava de fora da área e acertava. E, claro, muito bem na marcação.
Gum, invencível pelo alto. Um dos símbolos do time de guerreiros de 2009, a imagem deste vibrando com o gol marcado contra o Cerro Porteño jamais sairá da minha mente. Com a cabeça enfaixada, este se meteu na área, e como um atacante, fez o gol de empate naquele dia. Foi um leão na defesa, e com sua cabeçada mortal nos deu três pontos contra a Ponte Preta.
Os garotos recém chegados da base, Bruno, Carlinhos, Thiago Neves e todos os outros certamente também contribuíram para este título. O ambiente extremamente harmonioso do clube tornou possível este título.
E, é claro, Abel Braga. Dou graças ao presidente Peter Siemsen por tê-lo esperado durante 3 meses no ano passado. Vindo da Arábia, para assumir o Fluminense pela segunda vez, pegou um time "quebrado" após o tricampeonato e após a conturbada saída de Muricy Ramalho. Quase como um "pai" para os jogadores, reergueu o time, terminou o Brasileiro em 3º, e montou a base para a equipe campeã deste ano. Apesar de algumas substituições desnecessárias que nos custaram alguns pontos, conseguiu dar um padrão a equipe que vem dando muito certo até aqui.
Para aqueles indivíduos que dizem: "pague a série B." Eu simplesmente responderei: "Claro, desculpe a demora, você teria troco pra 4?"
É evidente que desde 2007, após o título da Copa do Brasil, o Fluminense é outro time. Respeitado Brasil afora, virou time cascudo, de chegada, acostumado a brigar por títulos. 3 títulos nacionais em 6 anos. Se continuar assim, prevejo um futuro espetacular para o tricolor.
2013 vem aí. É hora de tratar da América. 3ª Libertadores consecutiva. Nesta competição, ter um bom elenco não basta, é preciso saber lidar com a catimba, dentre outros. Que não caiamos num Grupo da Morte outra vez. É hora do verde, branco e grená pintar a América e o mundo!
"Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação."
Nelson Rodrigues
domingo, 30 de setembro de 2012
Com a bênção dos craques passados
Fla x Flu, o clássico das multidões, sempre é chamado de jogaço, e nos dias em que temos o privilégio de assistir a estes clássicos, este certamente é o assunto mais comentado Brasil afora. E, como dizia Nelson Rodrigues: "Nas situações de rotina, um `pó-de-arroz' pode ficar em casa abanando-se com a Revista do Rádio. Mas quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes e mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas."
Precisávamos de mais 3 pontos. Uma vitória e abriríamos SEIS pontos à frente do Atlético-MG, e veríamos o tetra cada vez mais próximo!
E vencemos outro Fla x Flu, coisa normal. Certamente fomos abençoados por Castilho, Paulo Victor, dois goleiros que honradamente guardaram as metas do time verde, branco e grená, único tricolor do Brasil e do mundo.
Se os goleiros passados nos abençoaram, por que não dizer que nossos atacantes do passado também fizeram a sua parte? Fred, um gol de placa, de voleio, pro fundo das redes de Felipe, logo num Fla x Flu, fazendo explodir de alegria toda a nação pelo Brasil, após cruzamento de Deco, e como joga este luso, acha espaço onde ninguém mais acha, sempre um passe certeiro para o artilheiro do campeonato deixar sua marca, com a bênção de Ézio, Rivelino e muitos outros! Agora, são 2 bicicletas, 2 voleio e contando...(em clássicos)
Depois do gol, vimos o adversário colocar pressão após recuo do Flu. Gum, guerreiro, afastava, o Flu tentava ir ao ataque, mas pecava nos contra-ataques... O primeiro tempo terminou sem grandes chances de gol pelo adversário, exceto por uma defesa do melhor goleiro do país à queima-roupa.
No segundo tempo, Thiago Neves, abençoado pela camisa 10, bateu falta próxima a meia lua. A pelota faz sua trajetória, passa a barreira adversária, e carimba o travessão. Felipe, batido, só observara. O Flu só não ampliou por puro capricho...
O Flamengo pressionava, o Flu tinha dificuldades para voltar ao ataque. Em outro lance, T. Neves carimba o travessão outra vez. A sorte não estava ao lado deste hoje...
O tempo passava, os nervos aumentavam, o fim de jogo se aproximava. Eis que Abel Braga, de maneira "brilhante" mais uma vez resolveu colocar Diguinho. Assistindo ao jogo, confesso que chamei o indivíduo de todos os nomes possíveis. Ora, como se não bastasse a pressão absurda que estávamos tomando, o treinador ainda insiste num erro, em algo que já dera errado outra vez(quem não lembra do jogo contra o Figueirense). Passou pela minha cabeça que este volante poderia fazia outra bobagem... E fez...
Eis que o sr. Rodrigo derruba o jogador adversário na área. Já passava dos 40 minutos... Quem vai para a cobrança é Bottinelli... Mas, a meta está muito bem guardada por Cavalieri, o melhor do país na sua posição(alô Mano!)
Em um momento como estes, a sensação era de que o mundo havia parado. Todos olhavam para estes dois jogadores. Bottinelli, o mesmo daquele fatídico Fla x Flu do ano passado, no qual marcou dois gols "espíritas", estava frente a frente com nosso goleiro. Mas, dessa vez, o Flu levou a melhor! Cavalieri defendera, certamente porque Castilho, Paulo Victor e Félix também estavam presentes naquele lance, o lance que pode ter definido o campeão brasileiro!
O adversário ainda teve um gol corretamente anulado minutos depois. Ao apito final, a nação tricolor enfim pôde comemorar a sofrida vitória. Se não é sofrido, não é Fluminense, certamente o pior time do mundo para se torcer, caso você seja cardíaco. Não derrotávamos o Flamengo duas vezes seguidas desde 2004. Ainda estamos invictos em clássicos no Brasileirão. Faltando 10 rodadas pro fim, o Flu abre 6 pontos de vantagem sobre o vice-líder.
Próxima rodada, outro clássico contra o Botafogo. Sinceramente, não lembro a última vez que o vencemos em Brasileiros. Está na hora disto voltar a acontecer... Com a bênção de todos aqueles heróis do passado, o Flu segue em passos firmes rumo ao quarto título brasileiro de sua gloriosa história.Vencemos mais um clássico que surgiu 40 minutos antes do nada! AVANTE, GUERREIROS!
COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
-Esse Bruno é muito ruim, erra todos os cruzamentos. Wallace já!
-Valencia no lugar do Edinho, este último é muito pesado para jogar de volante e não sabe sair jogando.
-W. Nem sempre deixando todos para trás com sua velocidade, incansável, passa pelos adversários, passa por Marte, Urano, Vênus, Plutão, deixando até o Sistema Solar para trás.
-Será Fred o novo Assis?
-Abel completou o 167º jogo a frente do Flu. Já é o quarto maior nesse aspecto. Nosso camisa 10 atuou com o manto pela 150ª vez. Ambos saíram sorrindo.
Comentei que, se vencêssemos hoje, o tetra seria nosso. AMÉM!
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Can we?
O Brasil está de volta ao Grupo Mundial da Copa Davis aós nove anos de esperanças e frustrações em busca de retorno à elite. Batemos na trave muitas vezes abrindo de 2 x 0, ou até mesmo perdendo match points em batalhas épicas. Mas, enfim, estamos de volta!
O regresso se deve após batermos a Rússia, bicampeã da Davis, mas desfalcada de Nikolay Davydenko por 5 x 0 no saibro lento de São José do Rio Preto. Bellucci e Rogerinho, duas vezes, e Marcelo Melo e Bruno Soares nas duplas carimbaram a classificação sobre a equipe russa formada por Igor Andreev, Alex Bogomolov, Teymuraz Gabashivili e Stanislav Vovk.
E, no sorteio para a primeira rodada do ano que vem, demos azar. Poderíamos enfrentar em casa a Espanha, República Tcheca, Áustria e Croácia. Mas,ficou decidido que iremos enfrentar os EUA na casa deles. A equipe provavelmente será formado por John Inner, exímio sacador, Mardy Fish, jogador agressivo, e os multicampeões duplistas Bob e Mike Bryan.
Sobre nossas chances, vejo o Bellucci capaz de nos dar dois pontos nas simples, mas não vejo Rogerinho surpreendendo os outros simplistas. Marcelo Melo e Bruno Soares já venceram os Bryan por aí, podem ter boas chances de surpreenderem os gringos.
A primeira rodada deverá acontecer em fevereiro do próximo ano, muito provavelmente o confronto ocorrerá em quadra hard.
O retrospecto é favorável aos EUA. Foram quatro duelos, com três vitórias dos americanos. A última vez foi em 1997, em Ribeirão Preto, e terminou 4 a 1 para os rivais.
Até lá, vamos prestigiar os últimos torneios da temporada. Que Bellucci nos lidere honradamente nesta dura missão!
Outros confrontos:
Canadá x Espanha
Itália x Croácia
Bélgica x Sérvia
França x Israel
Argentina x Alemanha
Cazaquistão x Áustria
Suíça x República Tcheca
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